Saldo residual nas instituições financeiras recuou após transferência de R$ 5,7 bilhões para viabilizar o Desenrola 2.0; operação segue sob auditoria do TCU por manobra fora do teto de gastos.
O Banco Central do Brasil (BC) atualizou os dados do Sistema de Valores a Receber (SVR) e informou nesta terça-feira (8) que ainda restam R$ 5,64 bilhões em recursos não reclamados por clientes em bancos, cooperativas e consórcios. O montante apurado até o fechamento de julho contempla cotas residuais de correntistas individuais e contas de pessoas jurídicas:
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Pessoas Físicas: R$ 4,24 bilhões pertencem a 23,6 milhões de cidadãos (incluindo titulares falecidos);
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Pessoas Jurídicas: R$ 1,40 bilhão está distribuído entre 2,2 milhões de empresas.
Em março, o volume total esquecido no sistema bancário alcançava R$ 10,6 bilhões. A contração expressiva dos saldos disponíveis decorre da migração compulsória de recursos promovida pelo governo federal para abastecer fundos garantidores da União.
Repasse ao FGO para o Desenrola 2.0 e Investigação no TCU
No final de maio, a equipe econômica transferiu cerca de R$ 5,7 bilhões desses valores não resgatados para o Fundo de Garantia de Operações (FGO), com a finalidade de cobrir eventuais inadimplências e alavancar descontos no programa de renegociação de dívidas Desenrola 2.0:
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Mecanismo de Reserva: Pelo arranjo do Executivo, 10% do saldo transferido ao fundo público foi segregado para garantir o reembolso caso os correntistas de origem solicitem o resgate formal do dinheiro.
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Apuração de Drible Fiscal no TCU: O Tribunal de Contas da União (TCU) analisa a legalidade da medida. Técnicos da Corte de Contas apuram se o redirecionamento dos valores funcionou como manobra para custear programas sociais à margem do Orçamento Geral da União e do limite do arcabouço fiscal (que trava a expansão de despesas em 2,5% reais ao ano).
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Contingenciamento: Se transitasse pelas rubricas formais do orçamento em pleno ano eleitoral, a operação exigiria o congelamento de despesas discricionárias de ministérios — que já somavam R$ 17,9 bilhões bloqueados em julho, atingindo investimentos tecnológicos, fiscalizações e agências reguladoras.
Passo a Passo para Consulta e Solicitação de Resgate
O Banco Central adverte que não envia links por SMS, e-mail ou aplicativos de mensagens. Todo o procedimento deve ser feito de forma autônoma pelo titular ou representante:
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Canal Oficial Único: O acesso deve ser feito exclusivamente pela página oficial: valoresareceber.bcb.gov.br.
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Chave PIX Cadastrada: O sistema exige que o usuário informe uma chave Pix (CPF/CNPJ, e-mail ou telefone) vinculada à mesma titularidade para processar a transferência bancária automática.
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Sem Chave Pix: Caso o beneficiário não tenha chave cadastrada, deve entrar em contato diretamente com o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) da respectiva instituição bancária listada na consulta.
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Titulares Falecidos: Herdeiros, inventariantes ou representantes legais podem consultar e pleitear os saldos desde que comprovem o vínculo documental e assinem termo de responsabilidade no próprio sistema Gov.br.
O portal VTnews continua acompanhando as auditorias do TCU sobre a gestão das contas públicas e as orientações econômicas do Banco Central.




