Ala ligada a Moraes vê constrangimento em julgamento aberto e exige divulgação ampla de apurações como “Dark Horse”; Fachin sofre pressão para delimitar escopo antes da sessão do dia 15.
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) travam uma intensa disputa de bastidores a respeito do rito processual que norteará a sessão extraordinária convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, para a próxima terça-feira (15). Enquanto Fachin realiza consultas individuais com os magistrados para definir a dinâmica dos trabalhos, as discussões internas se dividem sobre a publicidade do julgamento — se ocorrerá em sessão pública ou secreta — e a extensão do sigilo dos autos vinculados ao caso Banco Master.
Sessão Aberta versus Sessão Reservada
A divergência sobre o formato da deliberação reflete as fraturas institucionais abertas pelas revelações de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e integrantes dos Poderes:
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Tese da Sessão Fechada: Ministros alinhados a Alexandre de Moraes sustentam que procedimentos que envolvam investigações ou indícios relativos a um integrante do próprio tribunal devem tramitar e ser apreciados sob estrito sigilo interno, defendendo um encontro a portas fechadas.
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Resistência e Precedente Negativo: Outra ala da Corte, respaldada pelo recente manifesto público assinado por 13 ministros aposentados, adverte contra o desgaste à imagem institucional. O grupo recorda a repercussão negativa da reunião administrativa reservada de fevereiro, na qual foram arquivados indícios da PF referentes ao ministro Dias Toffoli, alertando que novo segredo aprofundaria a desconfiança da sociedade sobre a Corte.
Disputa Pelo Sigilo e Queixa de Constrangimento
O núcleo próximo a Moraes interpreta a combinação de sessão plenária aberta com a derrubada parcial do segredo de justiça como uma estratégia desenhada para emparedar o grupo:
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Pressão por Abertura Total: Interlocutores ligados a Moraes cobram que, se houver publicidade, ela seja irrestrita, abrangendo também procedimentos mantidos sob reserva por André Mendonça, em especial o inquérito sobre o financiamento da cinebiografia “Dark Horse”, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Alinhamento Fachin-Mendonça: O presidente Fachin consultou diretamente o relator André Mendonça sobre a condução das etapas do julgamento. A distribuição de cópias digitais dos autos aos gabinetes tem sido defendida por auxiliares do relator como medida estritamente republicana, assegurando que todos os ministros compareçam ao plenário plenamente cientes das provas.
Delimitação do Objeto e Manobra de Pedido de Vista
Diante do clima de conflagração interna, os ministros cobram que a Presidência estabeleça com precisão o que estará em votação:
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Objeto Formal da Pauta: O ponto central sobre a mesa é a representação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou vícios formais de competência e requereu a anulação e o arquivamento do relatório pericial da PF que expôs as conversas entre Vorcaro e Moraes.
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Articulação de Pedido de Vista: Diante das incertezas e da falta de consenso sobre os limites da deliberação, ganhou força entre os gabinetes a hipótese de apresentação de um pedido de vista logo no início dos debates na terça-feira. A manobra adiaria novamente o veredito colegiado da Corte e transferiria o desfecho da crise para as semanas seguintes.
O portal VTnews segue acompanhando as consultas de bastidores conduzidas pelo ministro Edson Fachin e os alinhamentos regimentais para a sessão plenária da próxima terça-feira (15).




