Em entrevista exclusiva ao jornal norte-americano The Washington Post, publicada nesta segunda-feira (18 de agosto de 2025), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, fez um duro pronunciamento: “Não há a menor possibilidade de recuar nem um milímetro”, referindo-se à condução de investigações de alto impacto político — mesmo diante de pressões internas e externas.
Coragem em tempos conturbados
Moraes, alvo de sanções dos EUA e críticas de figuras como Donald Trump e Elon Musk, afirmou categoricamente que seguirá protegendo a democracia brasileira mesmo sob retaliação econômica e diplomática:
“Faremos o que é certo: receberemos a acusação, analisaremos as provas, e quem deve ser condenado será condenado, e quem deve ser absolvido será absolvido.”
Ele ressaltou que sua postura está enraizada na inspiração dos fundadores dos EUA — como John Jay, Thomas Jefferson e James Madison — e que sua missão segue os princípios constitucionais que ajudam a fortalecer a governança democrática.
Contexto de tensão diplomática
O posicionamento ocorre em meio a uma escalada de tensões com os EUA. Moraes foi sancionado pela Lei Magnitsky — com revogação de visto e bloqueio de bens — em retaliação a medidas que ele adotou contra aliados de Jair Bolsonaro, acusados de planejar golpe de Estado. De acordo com o ministro, sua resposta é firme, e explica que continuará as investigações independentemente das consequências.
Por que isso importa?
- Moraes se vê como paladino da justiça e está irredutível, trazendo cada vez mais debates sobre limites dos poderes do ministro
- Demonstra a resiliência em meio a pressões externas e ataques pessoais.
- Reforça que investigações sensíveis, como a do 8 de janeiro, seguirão dentro do marco legal.




