João Appolinário revela cachê simbólico no Shark Tank Brasil
Em declaração recente, o empresário João Appolinário — fundador da Polishop e ex-investidor do Shark Tank Brasil — afirmou que o valor recebido por sua participação no reality era “simbólico”. Segundo ele, o cachê girava em torno de R$ 8 mil por temporada — montante considerado meramente formal, já que o verdadeiro foco dos “tubarões” estava nos investimentos nos projetos apresentados pelos concorrentes.
Cachê simbólico — por que tão baixo?
Em entrevista ao canal de um influenciador no YouTube, Appolinário explicou que a remuneração era apenas para formalizar o contrato com a emissora, e não para remunerar o “tubarão” pelo tempo em estúdio. “Era um valor simbólico, porque o investimento era nosso, era todo dos sharks”, disse.
Ele enfatizou que o valor pago não era por episódio — mas por temporada completa — e que sequer consegue precisar exatamente o número: “Acho que era R$ 8 mil, no total. Era simbólico mesmo.”
Milhões investidos: risco e retorno no radar de tubarões
Embora o cachê fosse modesto, o compromisso financeiro de Appolinário com o programa era expressivo. Conforme revelou, havia uma expectativa contratual de que os investidores aplicassem, no mínimo, cerca de R$ 500 mil por temporada em negócios apresentados no Shark Tank.
Durante os oito anos em que integrou o elenco, o empresário calcula ter aportado mais de R$ 20 milhões em diversos empreendimentos selecionados no reality. Alguns tiveram bom desempenho, outros não — parte da dinâmica de risco inerente a investimentos.
Saída e reflexos sobre a Polishop
Appolinário deixou o Shark Tank Brasil em 2024, no mesmo ano em que a Polishop iniciou um processo de recuperação judicial. A saída marcou o fim de um ciclo no programa e reacende o debate sobre o equilíbrio entre atuação na mídia e gestão empresarial em momentos de crise.
Para o público, a revelação do cachê simboliza uma quebra de expectativa: muita gente imagina que “tubarões” de realidades-show ganhem cifras altíssimas apenas por participar. No caso dele, o retorno financeiro estava nos próprios investimentos — não em salários. A divulgação desses valores ajuda a desmistificar o formato e a evidenciar os riscos assumidos pelos investidores no Brasil.









