Cuiabá registra queda de 25,5% nos casos de dengue em 2025: cidade volta à “zona de normalidade”
A capital de Mato Grosso vive um alívio no combate às arboviroses: segundo o mais recente boletim da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá (SMS), os casos de Dengue caíram 25,5% em 2025 em comparação ao mesmo período do ano anterior. A redução marca um passo importante no esforço para controlar a circulação do mosquito Aedes aegypti e retomar o controle epidemiológico na cidade.
Dados recentes mostram o impacto das ações de prevenção
No boletim da Semana Epidemiológica 48, foram registrados apenas 2 casos de dengue, 1 de Chikungunya e nenhum de Zika — sem novos óbitos confirmados. Esse cenário representa um contraste marcado com anos recentes, quando as notificações e confirmações vinham em alta.
Parte desse resultado é atribuída à intensificação das ações de controle vetorial pela SMS. Em 2025, foram realizadas cerca de 991 mil vistorias em imóveis e tratados mais de 104 mil domicílios, com eliminação de mais de 15 mil criadouros do mosquito transmissor.
Vacinação e mobilização comunitária: as armas contra o mosquito
Além da vistoria, a prefeitura reforça a importância da vacinação. O imunizante Qdenga já está disponível gratuitamente na rede pública para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, com esquema de duas doses — uma estratégia essencial para reduzir a circulação do vírus e prevenir casos graves.
Autoridades alertam que a manutenção dos índices baixos depende da continuidade da colaboração da população: limpeza de quintais, descarte correto de lixo, eliminação de recipientes que acumulem água e atenção aos sintomas. A SMS ressalta que a vitória só será consolidada se o engajamento for mantido.
Desafios ainda marcam o cenário das arboviroses
Embora a dengue esteja em queda, a chikungunya — transmitida pelo mesmo mosquito — segue sob atenção. Dados recentes mostram que, em 2025, Cuiabá registrou um aumento expressivo dos casos dessa doença, evidenciando que as estratégias de controle precisam ser contínuas e adaptadas.
Especialistas afirmam que a variação nas arboviroses exige vigilância permanente, especialmente com o clima favorável à proliferação do mosquito. A combinação de ações de saúde pública, educação comunitária e participação cidadã continua sendo fundamental para evitar retrocessos.




