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Fim do sonho da casa própria: como construtoras fraudaram famílias com dinheiro da Caixa

Esquema que lesou compradores envolvia laudos falsificados de evolução de obras e até a participação de ex-funcionário do banco.

Uma investigação especial detalhou como construtoras articularam um esquema de fraude para desviar recursos de financiamentos habitacionais da Caixa Econômica Federal. O golpe deixou dezenas de famílias endividadas e com as obras de suas residências completamente paralisadas. Casais que investiram as economias de uma vida inteira para construir a casa dos sonhos descobriram, de forma tardia, que o dinheiro repassado pelo banco havia sumido sem que as construções avançassem.

O esquema operava por meio da falsificação de planilhas e relatórios de evolução de obras. Empresas como as construtoras Âmbar-Prumo e Vitruviana enviavam documentos adulterados ao banco afirmando que etapas complexas — como o erguimento de paredes, instalação de esquadrias e acabamentos — estavam praticamente concluídas. Em um dos casos identificados, os laudos enviados à Caixa apontavam que 84% do imóvel estava pronto, enquanto a realidade no terreno mostrava apenas uma estrutura inicial abandonada.

A fraude contava ainda com facilitação interna. Um funcionário da própria Caixa Econômica Federal, que atuava em uma agência e era sócio oculto de uma das construtoras envolvidas, direcionava clientes para o seu posto de atendimento sob a promessa de desburocratizar o crédito. Ele utilizava e-mails corporativos para pressionar colegas pela liberação célere das parcelas dos financiamentos diretamente para a sua empresa. Após auditoria interna gerada por denúncias à ouvidoria, o trabalhador foi demitido por justa causa.

Diante do abandono dos canteiros de obras e do sumiço do dinheiro, as vítimas agora enfrentam graves problemas psicológicos e financeiros, sendo forçadas a recorrer a empréstimos bancários adicionais para tentar evitar o leilão dos terrenos. Em nota, as defesas das construtoras negaram as irregularidades e alegaram que o caso trata-se de uma disputa comercial legítima inflada por clientes inadimplentes, enquanto a Caixa informou que segue colaborando com as investigações policiais.

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