Presidente-executivo da companhia, Jerome Cadier, confirmou corte de 3% na operação e sinalizou que ajustes devem continuar no terceiro trimestre.
A Latam Brasil enxugou o seu planejamento de operações e confirmou a redução na oferta de voos para o mês de junho, medida que será repetida em julho. A decisão da companhia aérea resultará em um corte de aproximadamente 3% na malha que estava originalmente planejada para o período. De acordo com o presidente-executivo da empresa, Jerome Cadier, o recuo estratégico foi motivado pela escalada nos custos do combustível de aviação, impulsionada pelos impactos geopolíticos da guerra no Irã.
A declaração foi dada por Cadier em entrevista à agência Reuters durante a reunião anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), realizada no Rio de Janeiro. O executivo explicou que o cenário global de instabilidade na região produtora de petróleo pressionou diretamente os insumos do setor aéreo, obrigando a empresa a readequar suas frequências para preservar a sustentabilidade financeira da operação.
Ainda segundo o presidente da Latam, o panorama exige cautela e a tendência atual indica que novos ajustes e revisões de capacidade continuem sendo aplicados ao longo de todo o terceiro trimestre do ano. A volatilidade internacional e o encarecimento do querosene de aviação (QAV) têm sido apontados pelos principais players do mercado de aviação civil como os maiores desafios operacionais do momento.
A estratégia de encolhimento temporário da oferta visa mitigar os impactos da crise internacional nos balanços da empresa, ajustando o número de assentos disponíveis à nova realidade de custos operacionais. A Latam seguirá monitorando o comportamento do mercado global de energia para definir o ritmo de suas operações nos meses seguintes.




