A Delegacia de Roubos e Furtos de Várzea Grande deflagrou, na quinta-feira (24 de julho de 2025), a primeira fase da Operação Rábula, com mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e bloqueio de aproximadamente R$ 300 mil destinados a ressarcir vítimas idosas de fraudes eletrônicas em Cuiabá e Várzea Grande.
O principal alvo da operação é um homem de 31 anos, que se passava por advogado previdenciário. Ele liderava o grupo que aplicava golpes usando roupas sociais e linguagem técnica para ganhar confiança das vítimas — formando um falso escritório de advocacia. Outros dois suspeitos, de 27 e 39 anos, foram identificados; um segue foragido.
Os investigadores apontam que o grupo frequentava salões de beleza, igrejas e hospitais para se aproximar de idosos. Ambos se passavam por profissional e motorista, respectivamente, garantindo ambiente de credibilidade. Em seguida, contratavam empréstimos entre R$ 18 mil e R$ 24 mil, parcelados em até 96 vezes, diretamente em contas bancárias das vítimas. Em pelo menos um caso, a aposentadoria do idoso foi comprometida após compras falsas de veículos de luxo, cobrando caminhonete Hilux de R$ 278 mil em carnês fictícios.
Os prejuízos não foram só financeiros. Muitas vítimas tiveram o nome negativado, além de desenvolverem síndrome do pânico e depressão, segundo a delegada Elaine Fernandes, responsável pelo caso.
Mais de R$ 300 mil bloqueados, com objetivo de futura restituição às vítimas.
Prisão do líder de 31 anos; outros dois investigados incluídos nos mandados, mas um está em local incerto.
A Polícia Civil continua as investigações para identificar a participação de comparsas e potenciais novos envolvidos.
Representantes da OAB-MT e do Tribunal de Justiça de Mato Grosso reforçaram a campanha “Justiça Segura – Não Caia no Golpe”, alertando sobre os cuidados ao lidar com pessoas que se apresentam como advogados, sem comprovação legal ou registro. A iniciativa inclui ajustes no sistema judicial eletrônico (PJe) para dificultar fraudes semelhantes.




