O Supremo Tribunal Federal (STF) se prepara para iniciar, nesta terça-feira (2 de setembro de 2025), um dos julgamentos mais emblemáticos da política recente do país. O processo, que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete ex-auxiliares, será acompanhado por uma cobertura jornalística sem precedentes: 501 profissionais de imprensa credenciados, vindos do Brasil e do exterior, estarão presentes para cobrir o desenrolar dos debates.
Divulgação midiática intensiva e público seletivo
A audiência do julgamento se comprova também nos números do público geral: foram registradas 3.357 inscrições de cidadãos que desejam acompanhar o caso presencialmente. Diante da alta demanda, o STF acondicionou 150 vagas no plenário da Segunda Turma para público inscrito, enquanto a cobertura será centralizada na sala da Primeira Turma, com 80 assentos reservados para jornalistas, disponibilizados por ordem de chegada.
Segurança máxima em Brasília
O aparato de proteção estará reforçado a partir da segunda-feira (1º de setembro). A Praça dos Três Poderes será bloqueada pela Polícia Militar do DF e, no dia de estreia do julgamento, atuarão tropas de choque, Bope, Comando de Operações Táticas e cães farejadores. A fiscalização do prédio incluirá detecção de metais e haverá apoio de policiais de tribunais de diversos estados — tudo coordenado com a Secretaria de Segurança do DF.
Um julgamento sob os holofotes
O tribunal julgará acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de formar uma organização criminosa com o objetivo de impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva em 2023, um episódio que mobilizou intensas críticas e repercurssões domésticas e internacionais. A “Trama Golpista” reacende debates sobre o papel das instituições em preservar a democracia ou em perseguir ideias contrárias à maquina estatal?




