Caso ocorreu na maior maternidade pública do Piauí; defesa da investigada alega que ela apresenta sintomas esquizofrênicos.
A investigação sobre a tentativa de sequestro de um bebê na maior maternidade pública do Piauí revelou detalhes impressionantes sobre o comportamento da suspeita, uma técnica de enfermagem. Segundo informações divulgadas pela polícia e veiculadas pelo programa Fantástico, a mulher fingia estar grávida para pessoas próximas e já havia preparado toda a estrutura para receber uma criança em sua residência, incluindo um quarto decorado com berço e pacotes de fraldas.
De acordo com o inquérito policial, a suspeita utilizou sua facilidade de acesso ao ambiente hospitalar para se aproximar da ala onde o recém-nascido estava. O crime só não se consumou devido à rápida intervenção de familiares da vítima, que perceberam a movimentação atípica e impediram a saída da profissional com a criança. Uma tia do bebê evitou a fuga ao notar que a conduta da profissional não correspondia aos protocolos padrão da maternidade.
Em depoimento, testemunhas relataram que a técnica de enfermagem sustentava a história da gestação fictícia há meses. A polícia localizou o quarto montado durante as buscas na casa da investigada, confirmando o planejamento detalhado que ela vinha realizando.
A defesa da técnica de enfermagem, por sua vez, afirma que ela passa por um grave quadro de sofrimento psíquico. Os advogados alegam que a investigada apresenta sintomas compatíveis com esquizofrenia e distúrbios delirantes, o que teria motivado a criação da falsa gravidez e a subsequente tentativa de subtração do menor. Ela permanece detida enquanto os laudos periciais e médicos são elaborados para determinar sua integridade mental e responsabilidade penal.




