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Credores aceitam oferta de R$ 30 milhões do Estado pela Santa Casa de Cuiabá

Pagamento à vista foi o diferencial para quitação de dívidas trabalhistas; unidade passará por ampliação de serviços.

A novela jurídica que envolvia a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá deu um passo decisivo nesta quarta-feira (15 de abril). A Comissão de Credores da instituição aceitou formalmente a proposta de R$ 30 milhões apresentada pelo Governo de Mato Grosso para a aquisição definitiva do prédio e do complexo hospitalar. O acordo, que tramita no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MT) da 23ª Região, visa encerrar um imbróglio que se arrasta desde 2019, quando o Estado assumiu a gestão da unidade via requisição administrativa.

O diferencial que garantiu o aceite foi a modalidade de pagamento à vista. Embora outras instituições tenham apresentado ofertas numericamente superiores (como uma proposta de R$ 40 milhões de um instituto paulista), os valores eram parcelados em longos prazos. Para os cerca de 800 ex-funcionários que aguardam o recebimento de dívidas trabalhistas que superam R$ 47 milhões, a liquidez imediata da oferta estatal foi considerada a solução mais vantajosa, mesmo com o deságio aplicado.

Plano de Expansão e Atendimento

Com a consolidação da compra, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) já apresentou um plano operativo para a unidade. A intenção é transformar a Santa Casa num polo de referência tecnológica e assistencial. Entre as metas estabelecidas para o período entre agosto de 2026 e março de 2027, destacam-se:

  • Hospital Dia: Implantação de serviços para cirurgias de curta permanência;

  • Cuidados Paliativos: Ampliação do atendimento a pacientes terminais ou com doenças crónicas graves;

  • Central de Diagnóstico: Implementação de exames de alta complexidade;

  • SVO e Home Care: Estruturação do Serviço de Verificação de Óbito e assistência domiciliar.

Património Preservado

Localizada na histórica Praça do Seminário, a Santa Casa possui um terreno de 22 mil metros quadrados e uma área construída de aproximadamente 20 mil metros quadrados. A aquisição definitiva pelo Estado não apenas garante a continuidade dos atendimentos de saúde pública, como também assegura a preservação do património histórico da capital. O secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, classificou o momento como de “comemoração”, ressaltando que a prioridade agora é a homologação final do acordo pela Justiça do Trabalho para que os pagamentos aos trabalhadores sejam iniciados o mais breve possível.

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