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Crime em Cuiabá: o que se sabe sobre o caso do homem que matou a irmã após ser solto por engano

Delegada aponta suspeito como “criminoso sexual em série”; Corregedoria investiga falha que permitiu a soltura de Marcos Pereira Soares.

O assassinato de uma adolescente de 17 anos no bairro Três Barras, em Cuiabá, revelou uma sequência de falhas judiciais e um histórico de violência extrema. Marcos Pereira Soares, de 23 anos, irmão da vítima, foi preso na última quarta-feira (11 de março) suspeito de estuprar e matar a jovem. O corpo da vítima foi encontrado nu e submerso em um córrego nos fundos da casa do suspeito, amarrado a uma pedra para ocultação do cadáver.

De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), Marcos atraiu a irmã até sua residência sob o pretexto de conversar sobre uma questão familiar envolvendo a mãe deles. A delegada Jéssica Assis afirmou, em coletiva de imprensa, que o perfil de Marcos é o de um “criminoso sexual em série”, descrevendo-o como um perigo constante para mulheres e crianças. Ele possui 15 registros criminais e já havia sido condenado a 17 anos de prisão por crimes anteriores, incluindo o assassinato de sua própria tia em 2018.

Falha Humana e Soltura Indevida

Um dos pontos mais alarmantes do caso é que o suspeito deveria estar preso. Ele deixou a cadeia na semana anterior ao crime devido a um erro no cadastro de processos judiciais. A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso informou que houve uma “falha humana” na verificação de dados do Banco Nacional de Medidas Penais (BNMP), o que gerou registros duplicados e permitiu a sua soltura indevida. Um procedimento administrativo foi instaurado para apurar as responsabilidades.

A Polícia Civil ainda aguarda laudos da Politec para confirmar se houve tortura e qual foi a causa exata da morte — asfixia, afogamento ou queimaduras, já que o corpo apresentava lesões severas. Durante o interrogatório, Marcos negou os crimes, alegando que a irmã seguiu o seu caminho após uma conversa rápida. No entanto, a investigação aponta para feminicídio motivado por ódio de gênero. Enquanto estava sob custódia, o suspeito tentou tirar a própria vida, mas foi impedido por um investigador de plantão.

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