Operação deflagrada pela Polícia Civil e Ministério Público apura esquema envolvendo Elizeu Nascimento e Cezinha Nascimento.
Nesta quinta-feira (30 de abril de 2026), uma operação conjunta entre a Polícia Civil de Mato Grosso e o Ministério Público Estadual (MPE) colocou sob os holofotes um suposto esquema de corrupção e desvio de recursos públicos. Os alvos principais da ação são o deputado estadual Elizeu Nascimento (PL) e seu irmão, o vereador por Cuiabá Cezinha Nascimento (União). A investigação apura irregularidades na destinação e aplicação de emendas parlamentares que deveriam financiar projetos sociais e eventos culturais.
As equipes cumpriram mandados de busca e apreensão nos gabinetes dos parlamentares na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e na Câmara Municipal de Cuiabá, além de endereços residenciais e sedes de empresas ligadas ao grupo. A suspeita é de que parte dos valores das emendas tenha sido desviada por meio de contratos com empresas de fachada, que recebiam os repasses públicos sem realizar os serviços contratados ou entregando-os de forma parcial e superfaturada.
Detalhes da Investigação e Evidências
A operação busca consolidar provas sobre o fluxo financeiro do suposto esquema:
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Empresas Suspeitas: A investigação identificou empresas que possuem vínculos indiretos com os assessores dos parlamentares e que concentravam o recebimento de recursos de diversas emendas.
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Lavagem de Dinheiro: O MPE investiga se o montante desviado retornava para os agentes públicos de forma fracionada ou através do pagamento de despesas pessoais, configurando crime de lavagem de capitais.
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Documentação Apreendida: Durante as buscas, foram recolhidos computadores, aparelhos celulares e documentos contábeis que passarão por perícia técnica para confirmar a materialidade dos fatos.
Repercussão Política em Mato Grosso
A deflagração desta operação em abril de 2026 causa um forte impacto no cenário político estadual. Sob a gestão do governo de Otaviano Pivetta, a ordem tem sido de colaboração total com os órgãos de controle para garantir a transparência no uso do Erário. Elizeu e Cezinha Nascimento são figuras influentes em suas respectivas casas legislativas, e a exposição do caso levanta debates sobre a necessidade de maior rigor na fiscalização das emendas “impositivas”.
Em nota, as defesas dos parlamentares costumam afirmar que todos os recursos foram aplicados dentro da legalidade e que os projetos beneficiaram as comunidades conforme previsto. No entanto, a Justiça determinou medidas cautelares enquanto o processo avança. O caso segue sob segredo de justiça em algumas frentes, mas a movimentação policial nas sedes do Poder Legislativo já sinaliza um dos maiores desafios éticos enfrentados pela política mato-grossense neste ano.




