Investigação da Polícia Federal aponta que dono de transportadora fornecia combustível para maquinário pesado em área de preservação em MT.
A Polícia Federal deflagrou uma operação em Mato Grosso tendo como alvo principal um empresário, dono de uma transportadora, suspeito de atuar como braço logístico para o garimpo ilegal. As investigações indicam que a empresa era utilizada para fornecer grandes quantidades de combustível destinadas ao abastecimento de pás-carregadeiras e outras máquinas pesadas que operam clandestinamente na Terra Indígena Sararé, localizada na região de Pontes e Lacerda.
O esquema foi descoberto após o cruzamento de dados de inteligência e monitoramento de rotas de transporte que não possuíam justificativa econômica legal para a região de preservação. Segundo a PF, o fornecimento de combustível é uma peça-chave para a manutenção da atividade extrativista ilegal, pois sem o óleo diesel, o maquinário utilizado para a degradação do solo e extração de ouro torna-se inoperante. A operação visa não apenas interromper o fluxo logístico, mas também descapitalizar os financiadores do crime ambiental.
O Papel da Logística no Garimpo
A investigação detalha como o suporte empresarial é fundamental para o crime organizado na Amazônia Legal:
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Abastecimento Clandestino: A transportadora utilizava rotas alternativas para levar o combustível até pontos próximos à reserva, facilitando a entrada do insumo na floresta.
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Financiamento e Lucro: Suspeita-se que o empresário recebia pagamentos diretos provenientes da venda do ouro extraído ilegalmente, integrando um ciclo de lavagem de dinheiro.
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Dano Ambiental: O suporte logístico permitia que o garimpo operasse em escala industrial, causando danos irreversíveis aos rios e à biodiversidade da Terra Indígena Sararé.
Rigor na Fiscalização
Esta ação faz parte de um conjunto de medidas integradas entre as forças federais e estaduais para sufocar as atividades ilícitas em terras indígenas. Sob a gestão atual, o Governo de Mato Grosso tem colaborado com a União para intensificar o monitoramento de infraestruturas que possam servir de apoio ao crime ambiental. O dono da transportadora poderá responder por crimes de usurpação de bens da União, crime ambiental e associação criminosa. As autoridades reforçam que empresas que colaboram com o garimpo ilegal, seja pelo transporte de insumos ou pela compra de minérios sem origem comprovada, sofrerão sanções severas e bloqueio de bens.




