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Empresário suspeito de matar gari em BH possui histórico criminal no RJ e é casado com delegada da PCMG

O caso do assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, ocorrido em Belo Horizonte no dia 11 de agosto de 2025, ganhou novos contornos com a revelação de que o suspeito, Renê da Silva Nogueira Júnior, possui um histórico criminal no Rio de Janeiro e é casado com uma delegada da Polícia Civil de Minas Gerais.

Histórico criminal no Rio de Janeiro
Renê Júnior, de 47 anos, é acusado de homicídio culposo pela morte de uma mulher de 50 anos em um acidente de trânsito no bairro Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, em 2011. Segundo registros policiais, ele dirigia em alta velocidade quando atropelou a vítima, que não resistiu aos ferimentos. Além disso, Renê possui envolvimento em crimes de lesão corporal, extorsão e perseguição, ocorridos no estado fluminense. Em Belford Roxo, ele foi encaminhado ao juizado especial criminal por agredir uma mulher.

O assassinato de Laudemir de Souza Fernandes
Na manhã do dia 11 de agosto, Renê teria se envolvido em uma confusão de trânsito no bairro Vista Alegre, região Oeste de Belo Horizonte. Após ameaçar a condutora de um caminhão de coleta de lixo, ele desembarcou do veículo e disparou contra o gari Laudemir, que estava trabalhando na coleta. Laudemir foi atingido na região torácica e, apesar de socorrido, não resistiu aos ferimentos. Renê fugiu do local, mas foi localizado horas depois em uma academia no bairro Estoril, onde foi preso sem oferecer resistência.

Relação com a Polícia Civil de Minas Gerais
Renê é casado com Ana Paula Balbino Nogueira, delegada da Polícia Civil de Minas Gerais. A informação gerou questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse e a conduta da polícia no caso. A deputada estadual Andréia de Jesus (PT) protocolou um requerimento solicitando à Corregedoria da Polícia Militar a apuração da conduta dos policiais envolvidos na prisão de Renê.

Repercussão e medidas judiciais
A Justiça de Minas Gerais decidiu manter a prisão preventiva de Renê, que aguarda julgamento em um presídio comum do estado. Ele é acusado de homicídio duplamente qualificado — por motivo fútil e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima — e de ameaça contra a motorista do caminhão de coleta de lixo. O caso segue sendo investigado, e a sociedade aguarda que a Justiça seja feita em nome de Laudemir e de todos os trabalhadores vítimas de violência no exercício de suas funções.

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