Ação conjunta interditou clínica clandestina que oferecia tratamentos sem respaldo científico ou registro profissional na capital.
Um homem que atuava ilegalmente como terapeuta foi alvo de uma operação de fiscalização nesta sexta-feira (19) em Cuiabá. A ação foi deflagrada após órgãos reguladores e autoridades policiais receberem denúncias anônimas de que o suspeito realizava consultas e aplicava tratamentos direcionados a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) sem possuir qualquer formação acadêmica na área da saúde ou registro profissional habilitante.
A fiscalização integrada, que contou com o apoio de conselhos de classe e da Vigilância Sanitária, localizou o espaço onde os atendimentos eram realizados de forma clandestina. No local, foram encontrados materiais de divulgação de terapias sem comprovação ou respaldo científico, além de prontuários de menores que passavam pelo acompanhamento irregular. Famílias relataram que buscavam o local atraídas por promessas de evolução rápida no quadro das crianças.
Segundo os fiscais que participaram da abordagem, o falso profissional cobrava valores expressivos pelas sessões e utilizava nomenclaturas técnicas de psicologia e fonoaudiologia de maneira fraudulenta para enganar os pais. A prática representa um grave perigo para o desenvolvimento infantil, uma vez que o atraso na intervenção terapêutica correta e baseada em evidências científicas pode acarretar prejuízos irreversíveis ao paciente com autismo.
O estabelecimento foi imediatamente interditado pelas autoridades sanitárias devido à falta de alvarás e à ausência de um responsável técnico legalizado. O homem foi conduzido à delegacia e responderá criminalmente pelo exercício ilegal da profissão, além de charlatanismo. A Polícia Civil abriu um inquérito para colher depoimentos de pais que contrataram o serviço e avaliar a extensão dos danos causados às vítimas.




