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Irã usa crianças em trabalhos de segurança na guerra, indicam testemunhas e relatos à imprensa

Relatos apontam para a presença de menores armados em postos de controle na capital; organizações de direitos humanos alertam para possíveis crimes de guerra.

Testemunhas e relatos obtidos pela imprensa internacional, incluindo a BBC News Persa, indicam que o regime iraniano está a utilizar crianças em funções de segurança e vigilância no contexto da atual guerra. Moradores de Teerão e de outras cidades, como Rasht, relataram ter visto adolescentes e crianças, algumas visivelmente com menos de 15 anos, a operar postos de controlo e a realizar revistas em veículos. Segundo os relatos, estes jovens estariam a atuar sob a alçada da Basij, uma milícia voluntária controlada pela Guarda Revolucionária Islâmica, que tem enfrentado dificuldades em recrutar adultos para funções de patrulhamento de rua.

A gravidade da situação é sublinhada por organizações como a Human Rights Watch, que classificou o recrutamento de menores de 15 anos para funções militares como um crime de guerra. Relatos dão conta de que estas crianças, muitas vezes usando máscaras para ocultar a identidade, são posicionadas à frente das forças adultas em praças públicas e cruzamentos estratégicos. Em Teerão, uma moradora descreveu ter visto um adolescente franzino a apontar uma arma para carros num posto de controlo no final de março, destacando o ambiente de intimidação e o risco direto à vida destes menores.

Organização Alerta Contexto
Human Rights Watch Crime de Guerra Recrutamento de crianças a partir dos 12 anos.
UNICEF Violação de Direitos Impacto da destruição de escolas e hospitais na proteção infantil.
BBC News Persa Relatos Locais Presença de menores armados em patrulhas urbanas.

A utilização de “soldados-crianças” em funções de apoio, como logística e segurança de retaguarda, é vista por analistas como um sinal do crescente isolamento do regime e da impopularidade da guerra entre a população adulta. Um incidente trágico foi reportado em Teerão, onde um menino de 11 anos teria morrido durante um ataque aéreo enquanto atuava num destes postos de controlo. A comunidade internacional tem pressionado as autoridades iranianas para que cessem imediatamente a exploração de menores no conflito, mas Teerão respondeu afirmando que a mobilização da Basij é “voluntária” e necessária para a defesa da segurança nacional contra a “rendição do inimigo”.

A situação humanitária agrava-se com a destruição de infraestruturas básicas. Dados do UNICEF indicam que dezenas de escolas e hospitais foram danificados no Irão nos últimos meses, limitando ainda mais o acesso das crianças à educação e proteção. Enquanto o presidente Donald Trump sinaliza que os objetivos da guerra estão próximos de ser atingidos, o uso de crianças na linha de frente da segurança interna permanece como uma das faces mais cruéis e condenáveis do atual conflito no Médio Oriente, gerando uma onda de repúdio global e pedidos de intervenção por parte dos tribunais internacionais.

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