Apesar de figurar no top 10 nacional com remuneração de R$ 3.701,29, ganho médio em Mato Grosso permanece abaixo da média do país.
Mato Grosso aparece em posição de destaque no cenário econômico nacional ao registrar a 7ª maior média salarial do país para trabalhadores formais. Os dados foram revelados pelo relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (Cempre), divulgado nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, a remuneração média paga aos profissionais com carteira assinada no estado é de R$ 3.701,29.
Apesar de assegurar uma posição no top 10 das maiores remunerações do Brasil, o valor médio pago em solo mato-grossense ainda se encontra ligeiramente abaixo da média nacional de rendimentos, que fechou o ciclo avaliado em R$ 3.932,45. No topo do ranking nacional de atratividade salarial figura o Distrito Federal, com uma média de R$ 6.845,13, seguido pelos estados do Rio de Janeiro (R$ 4.501,35) e de São Paulo (R$ 4.423,04). O vizinho Mato Grosso do Sul aparece na 4ª colocação, registrando uma remuneração de R$ 3.798,16.
O estudo do IBGE também traz um panorama sobre a dinâmica de empregabilidade no estado. O setor de serviços lidera de forma isolada o volume de contratações e a abertura de novos postos com carteira assinada, seguido diretamente pelos segmentos da construção civil, comércio, indústria e agropecuária. No entanto, um dado acende um ponto de atenção para a economia local: seis dos dez setores que mais absorvem mão de obra e geram empregos em Mato Grosso pagam salários abaixo da média nacional estipulada.
O mercado de trabalho formal no estado mantém uma trajetória de expansão e resiliência econômica. Conforme os indicadores consolidados de movimentação de pessoal, Mato Grosso computou um saldo positivo recente de 4.749 novas vagas formais em apenas um mês, impulsionado pelas atividades urbanas e pelas cadeias produtivas ligadas ao agronegócio. O bom desempenho da empregabilidade ajuda a sustentar o consumo interno e reforça o estado como um dos principais polos de retenção de profissionais da região Centro-Oeste.




