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Petrobras eleva preço do querosene de aviação em 55% a partir de abril

Reajuste recorde é impulsionado pela disparada do petróleo no mercado internacional; governo estuda pacote de socorro para evitar explosão nas passagens aéreas.

A Petrobras confirmou nesta quarta-feira (1º) um reajuste de aproximadamente 55% no preço do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras. A alta, que entra em vigor imediatamente, é reflexo direto da instabilidade geopolítica no Oriente Médio, que elevou o preço do barril de petróleo tipo Brent para patamares superiores a US$ 117. Como o QAV representa cerca de um terço dos custos operacionais das companhias aéreas no Brasil, o setor já sinaliza que o impacto nas tarifas para o consumidor final será inevitável nas próximas semanas.

O aumento de abril ocorre após uma sequência de altas menores no início do ano, mas este último salto é o mais expressivo em termos percentuais desde a crise energética global de 2022. O Grupo Abra, holding que controla a Gol e a Avianca, destacou que a cada elevação de US$ 1 por galão no preço do combustível, as passagens tendem a subir cerca de 10% para manter o equilíbrio financeiro das operações. O cenário é particularmente delicado para as empresas brasileiras, que ainda se recuperam de processos de reestruturação de dívidas e enfrentam uma demanda sensível ao preço.

Período Reajuste Médio (QAV) Motivo Principal
Março 2026 +9,4% Recuperação do Brent
Abril 2026 +55% Conflito EUA/Israel x Irã

Para mitigar o impacto na economia e no turismo, o Governo Federal estuda um pacote de medidas emergenciais. Entre as propostas em análise pelo Ministério dos Portos e Aeroportos e pela Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), estão:

  • Linhas de Crédito: Financiamento via BNDES para a compra de combustível pelas aéreas.

  • Reduções Tributárias: Corte temporário nas alíquotas de PIS/Cofins sobre o QAV e do IOF para as empresas do setor.

  • Leasing de Aeronaves: Redução do Imposto de Renda sobre o arrendamento de aviões.

A Petrobras ressaltou que os seus preços de venda acompanham as variações do mercado internacional e do câmbio, conforme previsto em contrato com as distribuidoras. No entanto, fontes próximas ao Palácio do Planalto indicam que continuam as negociações com a estatal para buscar mecanismos que suavizem novos repasses caso a crise internacional se prolongue. Por ora, a orientação aos passageiros é antecipar a compra de bilhetes e utilizar milhagens para contornar a alta temporada de preços que deve marcar o segundo trimestre de 2026.

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