Com validade de 180 dias, decreto autoriza contratação imediata de médicos e aluguel de leitos na rede privada.
A Prefeitura de Tangará da Serra (a 240 km de Cuiabá) decretou situação de emergência na saúde pública nesta segunda-feira (13 de abril), após a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município atingir 100% de sua capacidade operacional. A superlotação, que se estende por consultas ambulatoriais e internações em UTIs, obrigou a administração municipal a adotar medidas drásticas para evitar a desassistência total da população.
O decreto, válido por seis meses, permite que a Secretaria Municipal de Saúde realize contratações temporárias de profissionais, compra de insumos médicos com dispensa de licitação e, se necessário, o aluguel de equipamentos e leitos em hospitais particulares. Relatos indicam que pacientes estão sendo acomodados de forma improvisada em corredores, enquanto a demanda por atendimentos respiratórios e quadros infecciosos disparou desde o início do mês.
Causas e Ações Imediatas
Segundo a gestão municipal, o aumento repentino na busca por atendimento está ligado a uma combinação de fatores sazonais e ao represamento de procedimentos de média complexidade. Com a UPA operando no limite, o fluxo de transferência para leitos de retaguarda tornou-se um gargalo, gerando um efeito dominó que afeta inclusive as cirurgias eletivas agendadas para os próximos dias.
Além das contratações, o governo local estuda a ampliação temporária do horário de funcionamento de algumas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para desafogar a porta de entrada da urgência. A orientação para os moradores é que casos leves sejam direcionados aos postos de saúde de seus bairros, reservando a UPA estritamente para situações de risco de morte, acidentes e emergências graves, garantindo que o atendimento prioritário seja preservado durante a vigência do decreto.




