Primeiro confronto televisivo reuniu Ronaldo Caiado, Renan Santos e Augusto Cury após desistências de Lula, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema.
O primeiro debate na televisão entre os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026 ocorreu no domingo (23). O encontro foi organizado pela Rede Bandeirantes. No entanto, o evento registrou o menor número de participantes em um debate inaugural desde 1989. O estúdio recebeu apenas três concorrentes: Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). Juntos, eles somam cerca de 10% das intenções de voto. Três púlpitos reservados permaneceram desocupados durante toda a transmissão.
Os participantes criticaram as ausências do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL). Além disso, os candidatos discutiram propostas para a segurança pública, combate a facções criminosas e medidas para a economia.
Ausências dos Líderes e Bastidores do Esvaziamento
A composição do palco foi definida por desistências de última hora:
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Luiz Inácio Lula da Silva (PT): O presidente não compareceu ao estúdio da emissora. Em contrapartida, concedeu uma entrevista gravada de 20 minutos à Rede Record, veiculada no mesmo horário do debate. Na conversa, Lula abordou temas como segurança pública, inflação, relações diplomáticas e investigações contra seu filho.
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Flávio Bolsonaro (PL): O senador condicionou sua presença à ida do presidente petista. Por isso, publicou um vídeo durante o programa afirmando que seu adversário direto é quem comanda o país atualmente.
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Romeu Zema (Novo): O ex-governador de Minas Gerais cancelou sua participação no domingo. Sua assessoria informou que a mudança de data visava garantir a presença de Lula. Dessa forma, sem o petista, a alteração perdeu o objetivo.
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Augusto Cury (Avante): Chegou a anunciar em transmissão nas redes que não participaria em protesto às ausências. Contudo, o candidato recuou minutos antes da abertura e subiu ao palco.
Apurações de Corrupção no Centro dos Ataques
Sem a presença física dos dois primeiros colocados nas pesquisas, Caiado e Renan Santos direcionaram suas falas aos líderes ausentes:
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Inquéritos sobre Lulinha: Os candidatos mencionaram os três inquéritos no Supremo Tribunal Federal envolvendo Fábio Luís Lula da Silva. O caso trata de suspeitas de tráfico de influência com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes. Por causa disso, Caiado apelidou o episódio de “Dark Lobby”. A defesa de Lulinha nega irregularidades.
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Caso Banco Master: Flávio Bolsonaro foi cobrado por mensagens vazadas que tratavam de um empréstimo de US$ 24 milhões com Daniel Vorcaro. O montante seria voltado ao filme Dark Horse. Consequentemente, Caiado exigiu explicações públicas sobre o destino desses recursos.
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Críticas Frontais: Logo na abertura, Renan Santos chamou Lula e Flávio de “covardes e canalhas”. Além disso, associou os adversários aos escândalos do Mensalão, Petrolão e apurações sobre rachadinhas.
Contraste Entre os Estilos dos Candidatos
O tom das falas provocou atritos diretos no estúdio da Band:
Na chegada, Renan Santos exibiu duas fraldas com os nomes de Lula e Flávio para ironizar a ausência de ambos. Durante o programa, chamou Flávio de despreparado e atacou eleitores petistas. O candidato afirmou que não queria o voto daqueles que apoiam o atual governo, abrindo exceção apenas para beneficiários do Bolsa Família.
Por outro lado, Augusto Cury condenou a postura do oponente:
“Olha, Renan, você tem um nível de agressividade que me assombra. Tuas ideias podem ter fundamento, mas a agressividade asfixia a capacidade das pessoas de terem suas opiniões. Nós estamos numa democracia. Na democracia, a beleza dela está na divergência. Você pode criticar as ideias de Lula, mas não pode transformar a pessoa numa escória humana.”
— Augusto Cury, candidato do Avante.
Analistas políticos apontaram que o tom agressivo de Renan visava gerar cortes para redes sociais. Contudo, essa postura pode afastar eleitores moderados.
Principais Propostas Apresentadas no Debate
| Área Temática | Ronaldo Caiado (PSD) | Augusto Cury (Avante) | Renan Santos (Missão) |
| Segurança Pública | Defendeu dar autonomia penal aos governadores. Citou o uso de inteligência artificial e tornozeleiras contra agressores de mulheres em Goiás. | Propôs criar o Ministério da Segurança e a “Polícia Foco” com 400 mil agentes integrados. Defendeu também cuidar da saúde mental policial. | Defendeu decretar intervenção federal em estados dominados pelo crime organizado e prometeu enfrentamento bélico direto. |
| Educação | Elogiou os colégios estaduais de Goiás com laboratórios e disciplina, afirmando ter eliminado o crime nas escolas. | Apontou deficiências no ensino de matemática e raciocínio lógico, defendendo foco nas habilidades emocionais dos jovens. | Criticou o abandono do método fônico, defendeu a autoridade do professor e sugeriu priorizar verbas na base escolar. |
| Economia e Emprego | Criticou a alta da dívida e dos juros. Defendeu responsabilidade fiscal e equiparou a corrupção a crime violento. | Propôs dividir o BNDES para apoiar microempresas e financiar empreendedores em comunidades. | Criticou a proposta de fim da escala 6×1 por risco de fechar empresas. Defendeu soberania contra alinhamentos automáticos. |
O portal VTnews continua acompanhando as campanhas eleitorais e os próximos debates presidenciais.




