Presidente norte-americano afirma que Teerão não precisa de assinar um novo acordo para que as tropas retirem; declaração ocorre após semanas de alta tensão militar.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (1º) que as forças militares norte-americanas deixarão o Irão “muito em breve”. A declaração foi feita a jornalistas na Casa Branca e sinaliza uma mudança repentina de postura, após um período de intensos bombardeamentos e ameaças de uma invasão terrestre total. Segundo Trump, o objetivo de degradar as capacidades imediatas do regime iraniano foi atingido, e a permanência prolongada no território não seria do interesse estratégico de Washington no momento.
Surpreendentemente, Trump destacou que o Irão “não precisa de assinar um acordo” formal para que os EUA terminem a intervenção militar. “Eles sabem o que têm de fazer. Nós fizemos o que tínhamos a fazer”, declarou o republicano, sugerindo que a pressão militar exercida nas últimas semanas foi suficiente para dissuadir as ambições nucleares e regionais de Teerão. A fala ocorre num contexto em que o preço do petróleo atingiu patamares recordes de US$ 117, pressionando a economia global e a inflação interna nos EUA.
A notícia foi recebida com cautela pela comunidade internacional e por aliados da NATO. Nas últimas 24 horas, bombardeiros B-52 tinham sido vistos a sobrevoar a região, o que indicava uma possível escalada. Analistas políticos sugerem que o recuo de Trump pode estar ligado a negociações de bastidores ou à necessidade de focar recursos noutras frentes geoestratégicas. Por outro lado, membros do Pentágono ainda não detalharam o cronograma oficial para a retirada das frotas posicionadas no Golfo Pérsico e no Mar de Omã.
Em Teerão, o clima é de vigilância. Embora a liderança iraniana tenha acusado anteriormente os EUA de planearem uma ofensiva terrestre, o tom de Trump abre uma janela diplomática inesperada. O impacto imediato da declaração já foi sentido nos mercados financeiros, com uma ligeira descida nos contratos futuros do petróleo. Se a retirada se concretizar, marcará o fim de um dos capítulos mais tensos das relações entre os dois países nas últimas décadas, embora as sanções económicas contra o regime iraniano devam permanecer em vigor.




