Defesa Civil confirma segundo tornado no RS em 24h e Sul do país já soma sete registros na semana
Fenômeno destruiu residências em Palmeira das Missões após atingir Santo Augusto na madrugada; temporais com granizo e cheias de rios deixam rastro de danos em dezenas de cidades gaúchas.
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul confirmou a ocorrência de um segundo tornado em território gaúcho em um intervalo inferior a 24 horas. De acordo com os laudos técnicos do Centro de Monitoramento da pasta, o fenômeno extremo atingiu a zona rural de Palmeira das Missões, na região Norte do estado, durante a madrugada deste sábado (7). A violência das rajadas destruiu completamente cinco imóveis residenciais, enquanto equipes municipais percorrem as localidades vizinhas para mapear moradias danificadas e contabilizar estruturas destelhadas.
Horas antes, na mesma madrugada, o órgão estadual já havia certificado a passagem de outro tornado no município de Santo Augusto, no Noroeste gaúcho. O vento arrancou a cobertura de aproximadamente 100 residências e deixou um homem ferido. A vítima foi socorrida e encaminhada para atendimento em uma unidade hospitalar regional, recebendo alta médica ainda pela manhã.
Com as duas ocorrências deste sábado, o Rio Grande do Sul contabiliza três tornados confirmados em uma semana marcada por instabilidade extrema. O primeiro evento havia sido registrado na manhã de quarta-feira (4), castigando de forma combinada as cidades de Erval Grande, Itatiba do Sul e Barra do Rio Azul, no Norte do estado. Em escala regional, a Região Sul do Brasil já totaliza sete tornados desde segunda-feira (2): três no território gaúcho, três em Santa Catarina e um no Paraná.
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Chuva de pedras, quedas de árvores e feridos na Serra
Além do corredor de tornados, a madrugada foi caracterizada por tempestades severas acompanhadas por granizo de grande diâmetro e ventania em diversas regiões. O balanço preliminar de socorro aponta ao menos duas pessoas feridas no estado. A segunda vítima foi registrada em Bento Gonçalves, na Serra gaúcha, após uma árvore de grande porte despencar sobre o veículo em que ela trafegava.
O granizo causou destruição generalizada em coberturas de Bento Gonçalves, sobretudo nos bairros da zona norte, levando centenas de moradores a formarem filas no quartel do Corpo de Bombeiros Militar logo nas primeiras horas do dia em busca de lonas. A administração municipal computou mais de 500 chamados de socorro e distribuiu materiais de proteção para mais de 350 famílias.
A instabilidade na Serra também atingiu Caxias do Sul, com avarias em quatro casas, e Canela, onde moradores relataram chuva de pedras por volta das 4h. No interior de Canela, na localidade de Tubiana, foram reportadas quedas de árvores e o destelhamento de um galpão agrícola.
Rio Uruguai transborda na Fronteira e Norte acumula cheias
Na Fronteira Oeste, o município de São Borja enfrentou inundações urbanas, destelhamentos e vias totalmente bloqueadas por enxurradas. A rápida elevação do nível do Rio Uruguai forçou a evacuação preventiva de áreas ribeirinhas, fazendo com que famílias que haviam retornado às suas casas há pouco mais de uma semana precisassem ser retiradas novamente pela Defesa Civil.
No Norte gaúcho, o volume acumulado de precipitação agravou a situação dos mananciais:
Passo Fundo: Registrou 80 milímetros em 24 horas e acumula mais de 250 mm ao longo da semana. A cidade teve alagamentos urbanos, entrega de 15 kits de lonas emergenciais e a interdição de duas pontes urbanas, dias após o temporal de quarta-feira que afetou mais de seis mil habitantes;
Coxilha: Tempestades com vendaval atingiram a zona rural no limite com Passo Fundo, danificando coberturas de residências e galpões agrícolas, sem registro de feridos;
Getúlio Vargas: Acumulou mais de 96 milímetros de chuva, queda de granizo e a incidência de mais de 4 mil descargas elétricas na madrugada. O Rio Abaúna ultrapassou a cota de inundação e alagou o centro comercial do município antes de começar a recuar lentamente.
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