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Operação Aposta Final Mira Influenciadora de VG e Marido por Lavagem de R$ 102 Milhões em Apostas Clandestinas

Empresas divulgadas nas redes não tinham autorização do Ministério da Fazenda e movimentaram cifra milionária em dois meses; Justiça determinou bloqueio de bens, apreensão de veículos e buscas em açougue e salão de beleza.

VT

Por Da Redação

14/10/2026 às 12:28

Operação Aposta Final Mira Influenciadora de VG e Marido por Lavagem de R$ 102 Milhões em Apostas Clandestinas
Foto: Polícia CIvil faz busca e apreensão em casa e influenciadora - PJC-MT

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (14), a Operação Aposta Final para dar cumprimento a 19 ordens judiciais em uma investigação que apura a exploração e divulgação de jogos de azar sem autorização legal e a prática de lavagem de capitais. Os principais alvos da ofensiva são uma influenciadora digital residente em Várzea Grande e o seu marido, apontados como peças centrais na captação de apostadores e ocultação de recursos ilícitos.

As determinações foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias (Polo Cuiabá), com base em apurações técnicas conduzidas de forma conjunta pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).

O pacote de medidas cautelares deferido pelo Judiciário abrange:

  • 3 mandados de busca e apreensão domiciliar em endereços residenciais e comerciais vinculados ao casal;

  • 4 ordens de apreensão de veículos da frota particular dos investigados;

  • Bloqueio de ativos financeiros e indisponibilidade de bens até o limite global de R$ 102,4 milhões em contas correntes dos suspeitos;

  • Suspensão cautelar imediata das atividades econômicas e financeiras de duas pessoas jurídicas utilizadas no arranjo;

  • Quebra de sigilo telemático, exclusão forçada de perfis nas redes sociais e bloqueio do domínio na internet utilizado para direcionar as apostas ilegais.

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Denúncia de Facção e Movimentação Vertiginosa

A linha investigativa contra a influenciadora teve início em agosto de 2026, a partir de uma denúncia anônima que delatava a ligação de uma facção criminosa com a promoção massiva de plataformas virtuais de jogos e lavagem de valores ilícitos.

Durante os levantamentos preliminares de inteligência, os agentes da GCCO/Draco identificaram postagens recorrentes nos canais digitais da criadora de conteúdo com hiperlinks que transferiam seus milhares de seguidores para um site de apostas proibido. No ambiente virtual, as apostas eram liquidadas via Pix em favor de duas empresas intermediárias que não possuíam qualquer autorização oficial emitida pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda para operar no mercado de quotas fixas.

A quebra de fluxo bancário revelou números alarmantes: uma única empresa promovida pela blogueira transacionou, entre créditos e débitos, mais de R$ 102,4 milhões entre os dias 14 de maio e 12 de julho de 2026. O volume operava em padrão atípico e fracionado, caracterizado por repasses sucessivos e triangulações típicas de lavagem de dinheiro decorrente de apostas online ilegais.

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Salto Patrimonial e Buscas em Açougue e Salão

A evolução financeira dos investigados destoou frontalmente da renda lícita comprovada aos órgãos de controle fiscal. Os relatórios policiais apontaram a aquisição de um imóvel residencial de luxo, gastos ostensivos em viagens internacionais frequentes e a compra de veículos de alto custo.

Entre os automóveis com apreensão deferida e executada na residência estão duas caminhonetes Toyota Hilux, uma Volkswagen Saveiro e um Volkswagen Nivus GTS.

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As ordens de busca e apreensão autorizadas pela Justiça se estenderam não apenas à residência do casal, mas também a empreendimentos comerciais de sua propriedade em Cuiabá e Várzea Grande, alcançando a sede de um salão de beleza e de um açougue. Nos locais, os policiais recolheram computadores, aparelhos celulares, mídias digitais e documentos contábeis que auxiliarão a mapear outros integrantes da cadeia financeira.

Para estancar o fluxo de captação de apostadores, a decisão judicial também impôs medida cautelar pessoal proibindo expressamente a influenciadora de criar, acessar ou utilizar qualquer perfil em redes sociais e plataformas virtuais para fins de divulgação de jogos e apostas.

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As investigações prosseguem na GCCO/Draco para delimitar a extensão do envolvimento da facção criminosa no fornecimento da infraestrutura digital e localizar eventuais operadores financeiros ocultos.

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