O governo federal anunciou nesta quarta-feira (25) a entrada em vigor da mistura obrigatória de 15% de biodiesel (B15) ao diesel fóssil, a partir de 1º de agosto de 2025, com a meta de elevar para 16% em março de 2026. A medida faz parte do programa Combustível do Futuro, voltado à redução de emissões de gases do efeito estufa no transporte rodoviário.
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) estima que o volume de óleo de soja usado na produção de biodiesel deve crescer de 7 mil para cerca de 7,5 mil toneladas por ano, caso o B15 seja mantido até 2026. Esse aumento pode impulsionar diretamente a cadeia produtiva da soja, sobretudo na segunda safra.
Com o B15, a produção nacional de biodiesel pode saltar dos atuais 9,8 bilhões de litros para até 11,3 bilhões em 2025, reforçando a segurança energética e a matriz renovável brasileira. O avanço favorece ainda a implementação de biocombustíveis mais sustentáveis, como o SAF e o HVO.
Segundo a Abiove, o novo patamar da mistura deve estimular produtores a ampliar o cultivo de oleaginosas na segunda safra, contribuindo para a utilização eficiente da terra e para o desenvolvimento de cadeias sustentáveis — com rastreabilidade e menor impacto ambiental.
A elevação da mistura pode gerar um impacto estimado entre R$ 0,01 e R$ 0,02 no litro do diesel, segundo registros de experimentos anteriores com B14. Apesar do pequeno aumento, entidades do setor defendem que os benefícios ao meio ambiente, ao agronegócio, e aos compromissos climáticos justificam a alteração.




