A brutalidade do crime chocou moradores da Zona Oeste do Rio de Janeiro: a jovem Sther Barroso dos Santos, de apenas 22 anos, foi espancada até a morte após se recusar a sair com um traficante de um baile funk na comunidade da Coreia, em Senador Camará. O corpo, desfigurado pela violência, foi deixado em frente à casa da família da vítima.
Quem é o suspeito conhecido como “Coronel”
O principal suspeito do crime é Bruno da Silva Loureiro, apelidado de “Coronel”, apontado como chefe do tráfico na comunidade do Muquiço, em Guadalupe, área controlada pelo Terceiro Comando Puro (TCP).
Trata-se de uma figura de forte poder local, com longo histórico ligado à facção criminal.
O crime
O episódio ocorreu na madrugada do domingo, 17 de agosto de 2025, logo após o fim de um baile funk. Sther, que estava na festa, teria sido abordada por “Coronel”, que exigiu que ela o acompanhasse. Ao recusar-se, foi submetida a agressões extremas — espancada brutalmente até a morte e abandonada diante de sua residência.
Laudo do IML identificou também sinais de violência sexual.
Repercussão e investigação
O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que investiga se “Coronel” foi o mandante do crime. Até o momento, ele permanece foragido.
Nas redes sociais, amigos e familiares de Sther prestaram homenagens e compartilharam seus sonhos interrompidos. A irmã da vítima, Stéfany, expressou sua dor ao acusar o suspeito de tirar a vida de sua irmã de forma covarde e irresponsável.
O contexto do TCP
O Terceiro Comando Puro (TCP) é uma das maiores facções criminosas no Rio de Janeiro, com atuação descentralizada em diversas comunidades. Cada “dono” de favela responde por sua área, em meio a uma estrutura horizontal de poder.
O apelido “Coronel” sugere liderança no Muquiço; na hierarquia do TCP, ele desempenha um papel relevante.




