Ação nacional coordenada pelo Ministério da Justiça visa conter violência extrema e exploração sexual online.
Uma megaoperação nacional, batizada de Operação Bulwark (linha de defesa), foi deflagrada nesta quinta-feira (16 de abril) para combater a disseminação de discursos de ódio, conteúdos de violência extrema e a exploração sexual de crianças e adolescentes na internet. Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, a ação mobilizou polícias civis de 18 estados brasileiros, incluindo Mato Grosso, com o objetivo de interromper redes digitais nocivas antes que estas produzissem consequências reais.
As investigações, apoiadas pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), identificaram conexões entre indivíduos e comunidades virtuais que atuavam em diferentes regiões do país. O balanço parcial da operação aponta para o cumprimento de 26 mandados de busca e apreensão, duas prisões temporárias e uma prisão em flagrante. Além disso, as autoridades agiram diretamente na infraestrutura digital dos suspeitos, resultando na moderação de 180 contas em plataformas digitais e na intervenção em 19 servidores do aplicativo Discord.
Radicalização Online
Um dos focos centrais da Bulwark é a neutralização de grupos que promovem a radicalização online e a formação de comunidades voltadas para a prática de crimes. Segundo o Ministério da Justiça, relatórios técnicos apontaram padrões de comportamento que subsidiaram o trabalho investigativo nos estados. Em paralelo às buscas, as autoridades solicitaram às plataformas digitais a remoção de conteúdos ilícitos e a desativação de perfis que afetavam mais de 5.500 utilizadores de redes sociais e aplicações de mensagens.
Presença em Mato Grosso e outros Estados
A operação estendeu-se por estados de todas as regiões, incluindo Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, destacou que a prioridade é a prevenção de eventos críticos. A ação também contou com o apoio do Ministério Público e da Polícia Militar de Minas Gerais, reforçando a estratégia de cooperação federativa no combate a crimes que transcendem fronteiras geográficas.




