Ação coordenada pela Polícia Civil do Paraná cumpre 63 mandados judiciais contra grupo que usava aplicativos de mensagens para comércio ilícito.
Uma megaoperação policial foi deflagrada na manhã desta terça-feira (16) com o objetivo de desarticular uma rede criminosa de caçadores ilegais envolvidos com o tráfico de armas de fogo, munições e animais silvestres. A ação integrada cumpre ordens judiciais simultaneamente em três estados: Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso.
Ao todo, mais de 150 policiais foram mobilizados para dar cumprimento a 63 mandados judiciais, sendo 31 mandados de prisão e 32 de busca e apreensão. Os alvos e as ordens de varredura estão distribuídos por 19 cidades diferentes, incluindo municípios do interior paranaense e catarinense, além da cidade de Canarana, localizada na região leste de Mato Grosso.
As investigações que deram origem à ofensiva começaram em julho de 2025, após a Polícia Civil receber uma denúncia anônima sobre a existência de um grupo de conversas em um aplicativo de mensagens voltado exclusivamente para o comércio ilegal de armamentos. Com o avanço das apurações e quebras de sigilo, os investigadores descobriram um cenário ainda mais complexo.
“Além da venda de armamentos e munições, verificamos que o grupo era utilizado pelos membros para a divulgação e compartilhamento de fotos e vídeos de caça ilegal de animais silvestres. A operação visa interromper o comércio de armamentos e coibir a prática da caça”, explicou o delegado Guilherme Dias, da Polícia Civil do Paraná (PC-PR).
A operação é coordenada pela Delegacia do Meio Ambiente da PC-PR e conta com o suporte operacional da Polícia Militar do Paraná (PMPR), Polícia Científica, além de órgãos de fiscalização ambiental como o Instituto Água e Terra (IAT) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Os materiais e celulares apreendidos serão periciados para identificar outros compradores e ramificações da associação criminosa.




