O falecimento do cantor e compositor Arlindo Cruz, em 2025, reacendeu o alerta para a importância de reconhecer rapidamente os sinais de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O artista sofreu, em 2017, um AVC hemorrágico grave, que deixou sequelas permanentes e exigiu cuidados constantes ao longo de oito anos.
Segundo especialistas, identificar os primeiros sintomas e acionar atendimento médico imediato pode ser determinante para a sobrevivência e recuperação do paciente. O AVC ocorre quando há interrupção do fluxo de sangue no cérebro, podendo ser do tipo isquêmico — causado por obstrução de um vaso — ou hemorrágico — provocado pelo rompimento de um vaso sanguíneo.
Sintomas que exigem atenção imediata
Entre os principais sinais de alerta estão fraqueza ou dormência em um lado do corpo, boca torta, dificuldade para falar ou compreender frases simples, perda súbita de visão, desequilíbrio, tontura e dor de cabeça intensa e repentina.
Para facilitar a identificação, médicos recomendam o método FAST:
Face (Rosto): peça para sorrir e veja se um lado está paralisado.
Arms (Braços): peça para levantar os braços e veja se um deles cai.
Speech (Fala): peça para repetir uma frase e note se a fala está arrastada.
Time (Tempo): diante de qualquer sinal, ligue para o SAMU (192) imediatamente.
Urgência no atendimento
O tratamento rápido é crucial. No AVC isquêmico, por exemplo, a aplicação de medicamentos trombolíticos é mais eficaz se feita nas primeiras 4h30 após o início dos sintomas. Já no AVC hemorrágico, a cirurgia de emergência pode salvar vidas.
Médicos reforçam: “Cada minuto conta. Reconhecer os sinais e agir rápido pode ser a diferença entre a vida e a morte”.




