Reação bolsonarista explode nas redes: apoiadores criticam Donald Trump após EUA encerrarem sanções Magnitsky
Após o governo dos Estados Unidos retirar as sanções aplicadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e à sua esposa, com base na Lei Magnitsky, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro expressaram revolta nas redes sociais contra o presidente norte-americano Donald Trump. A decisão gerou uma onda de críticas e reações de desapontamento entre bolsonaristas, que chegaram a afirmar que deixariam de seguir Trump em plataformas como Instagram e X (antigo Twitter).
O que motivou a reação nas redes
As sanções contra Alexandre de Moraes — que haviam sido impostas em julho pelos Estados Unidos sob a Lei Global Magnitsky — foram retiradas pelo Departamento do Tesouro americano na sexta-feira (12), após negociações diplomáticas em meio a avanço nas relações entre os governos brasileiro e norte-americano. A medida incluiu também a retirada das penalizações contra a esposa do magistrado e uma empresa ligada ao casal.
No entanto, bolsonaristas que apoiaram vigorosamente as sanções viram o recuo como uma traição de Trump e reagiram com mensagens de desaprovação nas redes sociais. Alguns usuários publicaram comentários como “Deixando de seguir, tchau”, “Game over para o Brasil” e questionaram a decisão de suspender as sanções a Moraes, fazendo alusões à força de Trump e à sua postura diante de temas sensíveis para o grupo.
Influenciadores e políticos aliados de Bolsonaro criticam o recuo
Além dos comentários nas redes oficiais de Trump, políticos e influenciadores alinhados ao bolsonarismo também se manifestaram duramente. Alguns chegaram a acusar o presidente dos EUA de “bancar interesses próprios” ou de agir de forma pragmática diante de pressões geopolíticas e econômicas — comentários que refletem o desencanto entre parte da base bolsonarista que esperava que Trump mantivesse a punição.
O descontentamento é acentuado por figuras que já haviam exaltado a necessidade de sanções mais duras contra autoridades brasileiras ligadas ao STF e à condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado em 2022. A retirada das sanções foi interpretada por esses setores como um enfraquecimento dessa estratégia e como um sinal de que as expectativas de apoio externo ao grupo foram frustradas.
Diplomacia e política internacional em foco
Analistas políticos lembram que a aplicação da Lei Magnitsky é tipicamente uma ferramenta de política externa dos EUA para punir violações de direitos humanos ou corrupção em outros países. A retirada das sanções ocorre em um contexto de reaproximação diplomática entre Brasília e Washington, com líderes negociando temas amplos, incluindo relações comerciais e alianças estratégicas, o que acabou redefinindo a postura americana em relação ao caso.
Para alguns apoiadores de Bolsonaro, essa mudança evidencia um realinhamento pragmático por parte de Trump — que, apesar de sua tradicional base conservadora global, também precisa gerir prioridades políticas internas e interesses geopolíticos dos EUA.




