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Dívida de R$ 8 milhões: empresa suspende entrega de insumo hospitalar e impacta cirurgias em Cuiabá

Impasse entre prefeitura e fornecedora afeta o Hospital Municipal (HMC) e o Hospital São Benedito; cirurgias eletivas estão sob risco.

A saúde pública de Cuiabá enfrenta um novo momento de instabilidade com a suspensão da entrega de insumos hospitalares e enxovais para as principais unidades de saúde da capital. A empresa responsável pelo serviço interrompeu o fornecimento nesta quinta-feira (19 de março), alegando uma dívida acumulada de aproximadamente R$ 8 milhões por parte da Prefeitura de Cuiabá. A medida afeta diretamente o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e o Hospital São Benedito.

A companhia, que também é responsável pela higienização de vestuários das equipes assistenciais e pela esterilização de instrumentos cirúrgicos, afirma que a situação financeira tornou-se insustentável. Segundo a empresa, os débitos referem-se a notas fiscais de novembro e dezembro de 2024, além de janeiro e fevereiro de 2026. A suspensão dos serviços deve causar um impacto imediato no cronograma de cirurgias eletivas e pode gerar restrições até nos atendimentos de urgência e emergência caso o impasse não seja resolvido rapidamente.

Versão da Prefeitura e Impactos

Em nota oficial, a Prefeitura de Cuiabá classificou a paralisação como “ilegal e abusiva”, argumentando que interromper serviços essenciais de forma unilateral coloca em risco a vida dos pacientes. A administração municipal sustenta que os pagamentos da gestão atual estão rigorosamente em dia e que o montante maior da dívida apontada pela empresa refere-se a períodos anteriores (fim de 2024), que ainda estão em fase de auditoria e processamento.

A prefeitura informou ainda que cerca de R$ 5,4 milhões foram pagos à fornecedora ao longo do último ano e que as notas de janeiro e fevereiro deste ano já estão em fluxo regular de liquidação. Enquanto o governo municipal e a empresa divergem sobre os valores e prazos, os pacientes que aguardam por procedimentos cirúrgicos enfrentam a incerteza. Órgãos de controle e fiscalização já foram acionados para mediar o conflito e garantir que o atendimento à população não seja interrompido por questões contratuais e financeiras.

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