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FERROVIA CHEGAR A CUIABÁ É UMA PRIORIDADE.

Prioridade contratual: Cuiabá deve receber trilhos da ferrovia antes da expansão rumo ao médio-norte de Mato Grosso

Fórum Pró-Ferrovia e classe política reforçam exigência para que a Capital seja atendida simultaneamente ao avanço para o Médio-Norte; primeiro trecho de 45 km já aguarda licença da SEMA.

Com um investimento total estimado entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões, totalmente financiado pelo setor privado, a expansão da malha ferroviária estadual em Mato Grosso entra em uma fase decisiva. Em entrevista exclusiva ao podcast VT Business, do portal VT NEWS, o presidente do Fórum Pró-Ferrovia, Francisco Vuolo, revelou detalhes sobre o cronograma das obras conduzidas pela concessionária Rumo Logística e garantiu que Cuiabá possui prioridade contratual na fila de execução dos novos terminais.

O avanço da infraestrutura ferroviária em Mato Grosso estabeleceu uma diretriz contratual clara: a chegada dos trilhos a Cuiabá não poderá ser preterida em relação à expansão rumo ao Norte do Estado. A declaração foi feita por Francisco Vuolo, presidente do Fórum Pró-Ferrovia, ao apresentador Denival Bitencourt. A medida visa assegurar que a Baixada Cuiabana seja contemplada no plano de expansão de 734 quilômetros de trilhos, cujo projeto propõem quatro novos terminais no Estado.

A concessão da Ferrovia Estadual Senador Vuolo, modelo pioneiro aprovado em 2021 pela Assembleia Legislativa com apoio da bancada federal, prevê a construção de quatro grandes terminais estratégicos: o primeiro, em Dom Aquino (já inaugurado), seguido por Cuiabá, Nova Mutum e Lucas do Rio Verde.

Segundo Vuolo, a priorização da Capital está respaldada por uma cláusula contratual articulada entre o Poder Legislativo, bancada federal e o Governo do Estado, com o apoio do Fórum Pró-Ferrovia. “Nós deixamos claro para a diretoria da Rumo que não vamos aceitar de forma alguma que se comece a construção de uma ferrovia rumo ao Norte sem que, no mínimo, essa ferrovia ao mesmo tempo seja construída até a Capital”, pontuou o dirigente.

Do ponto de vista técnico e de licenciamento, o projeto para trazer os trilhos até a Baixada Cuiabana já deu seus primeiros passos formais. A concessionária submeteu à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) o pedido de licença para o primeiro dos dois lotes, com o trecho de 45 quilômetros, partindo da região de Jucimeira e descendo em direção ao município de Cuiabá.

A escolha do local para o terminal da Capital está pré-definida: a área, previamente apontado pela RUMO e referendada pelo Plano Diretor de Cuiabá, ficará na Rodovia dos Imigrantes, no Trevo de Santo Antônio de Leverger. A localização foi estrategicamente preservada ao longo das últimas décadas como “zona de alto impacto”, evitando o adensamento populacional para viabilizar a chegada de grandes infraestruturas logísticas.

O aporte financeiro para todo o trecho é 100% privado. Contudo, o cenário macroeconômico trouxe desafios adicionais ao projeto: quando o contrato foi assinado, a taxa básica de juros para captações estava em torno de 4% a 5%, subindo posteriormente para patamares próximos de 15%. A inauguração do terminal de Dom Aquino, portanto, atua como um pulmão financeiro para a concessionária, gerando caixa para sustentar os investimentos das fases subsequentes até Cuiabá e Lucas do Rio Verde.

“A Rumo já se posicionou solicitando a licença numa parte já com o destino a Cuiabá. O desenho para Cuiabá está no contrato e nós não vamos aceitar que se construa rumo ao Norte sem que ao mesmo tempo seja construída até a Capital.”Francisco Vuolo

A exigência de manter Cuiabá no centro do cronograma logístico reflete uma visão estratégica que vai além do escoamento de safras agrícolas. Ao conectar a Capital à malha nacional, Mato Grosso busca corrigir uma assimetria histórica em que o centro político e populacional do Estado ficava à margem das grandes rotas de transporte. Do ponto de vista econômico, a chegada dos trilhos em Cuiabá é a peça-chave para atrair indústrias de transformação, alavancando a competitividade do comércio e do setor de serviços regional.

A consolidação da malha ferroviária até a Capital representa um divisor de águas para a logística e a economia mato-grossense. Para entender todos os detalhes sobre prazos, licenças ambientais e bastidores do contrato de concessão, assista à entrevista completa no canal do YouTube da VT NEWS.

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