Investigação aponta que senador recebeu benefícios do empresário Vittorio Medioli em esquema de favorecimento político.
A Polícia Federal apresentou novos desdobramentos na investigação conhecida como “Caso Master”, que apura um suposto esquema de corrupção envolvendo o senador Ciro Nogueira (PP-PI). De acordo com relatório da PF divulgado nesta quinta-feira (7), há indícios de que o parlamentar teria recebido vantagens indevidas do empresário Vittorio Medioli (referenciado em conexões com o grupo Master) em troca de apoio político e facilitação de interesses empresariais junto ao Governo Federal.
A investigação aponta que os repasses teriam ocorrido por meio de doações eleitorais não declaradas e outras formas de benefícios financeiros ocultos. Segundo os investigadores, as evidências colhidas — que incluem mensagens, registros de reuniões e movimentações bancárias suspeitas — sugerem que Ciro Nogueira utilizou sua influência política, especialmente durante o período em que ocupou cargos de destaque no Executivo, para favorecer os negócios do grupo em setores estratégicos.
A defesa do senador Ciro Nogueira nega veementemente as acusações, classificando o relatório da Polícia Federal como uma “peça de ficção” baseada em interpretações equivocadas de fatos legítimos. Em nota, seus advogados afirmaram que todas as doações recebidas pelo parlamentar seguiram rigorosamente a legislação eleitoral e que ele está à disposição da Justiça para prestar os esclarecimentos necessários. O Supremo Tribunal Federal (STF) deve analisar as provas apresentadas para decidir sobre o prosseguimento das ações penais.




