Ministro do STF atende pedido da Polícia Federal para aprofundar investigações sobre suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (20 de março) a prorrogação, por mais 60 dias, do inquérito que apura o chamado “Caso Master”. A decisão atende a uma solicitação da Polícia Federal (PF), que alegou a necessidade de concluir diligências pendentes, incluindo a análise de materiais apreendidos em fases anteriores e a oitiva de novos depoimentos de investigados e testemunhas.
O “Caso Master” investiga uma complexa rede de supostos repasses irregulares envolvendo empresas de consultoria e contratos com órgãos públicos. De acordo com os autos, o esquema teria como objetivo o desvio de recursos por meio de serviços superfaturados ou nunca prestados, seguidos por processos de lavagem de dinheiro para ocultar a origem dos ativos. O inquérito corre sob sigilo, mas a movimentação de Mendonça sinaliza que a PF encontrou elementos que demandam uma investigação mais minuciosa antes do oferecimento de uma eventual denúncia por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Próximos Passos e Complexidade Jurídica
A Polícia Federal informou ao STF que o volume de dados extraídos de dispositivos eletrônicos e quebras de sigilo bancário é considerável, exigindo perícias técnicas detalhadas para cruzar informações de pagamentos com agendas de agentes políticos. Com a prorrogação, os investigadores ganham fôlego para tentar rastrear o destino final dos valores que teriam sido desviados no esquema Master.
A defesa de alguns dos principais citados no processo questiona a demora na conclusão das investigações, argumentando que a manutenção do inquérito em aberto por longo período causa danos à imagem dos envolvidos sem que haja uma acusação formal. No entanto, André Mendonça entendeu que a complexidade dos fatos e a necessidade de colher provas robustas justificam a extensão do prazo por mais dois meses. O caso continua sendo um dos temas centrais do cenário jurídico-político em Brasília, dada a relevância das empresas e figuras públicas mencionadas nos relatórios preliminares da PF.




