Bloco econômico endurece critérios de rastreabilidade e sustentabilidade para autorizar a entrada do produto brasileiro no mercado europeu.
A União Europeia oficializou, nesta terça-feira (12), uma nova série de exigências técnicas e sanitárias que impactam diretamente as exportações de carne bovina brasileira. O anúncio faz parte de um movimento do bloco europeu para garantir que os produtos importados atendam a padrões rigorosos de rastreabilidade individual e estejam em total conformidade com as novas leis ambientais de combate ao desmatamento.
Entre as principais mudanças, destaca-se a obrigatoriedade de sistemas de monitoramento que comprovem a origem de cada animal desde o nascimento até o abate, assegurando que o gado não tenha sido criado em áreas de preservação ou de desmatamento ilegal. As autoridades europeias sinalizaram que a fiscalização será intensificada tanto na documentação quanto nos processos de inspeção nos portos de chegada, visando elevar o nível de transparência da cadeia produtiva.
O setor produtivo brasileiro e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) acompanham o anúncio com atenção. Embora o Brasil possua sistemas avançados de defesa sanitária, a implementação da rastreabilidade individual em larga escala é vista como um desafio logístico e financeiro para parte dos pecuaristas. Representantes do agronegócio destacam que o país já cumpre normas rigorosas, mas que as novas regras podem atuar como barreiras não tarifárias, encarecendo o produto final.
O cumprimento dessas exigências é considerado fundamental para a manutenção do Brasil como um dos principais fornecedores globais de proteína animal. A União Europeia é um dos mercados mais exigentes e que melhor remunera a carne brasileira, e a adaptação às novas normas será decisiva para garantir a competitividade das exportações nacionais diante de concorrentes globais nos próximos anos.




