Prefeito de Cuiabá voltou a defender o polêmico decreto que suspendia novos loteamentos com menos de 200 m² e criticou ações judiciais movidas por opositores.
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), subiu o tom contra seus opositores políticos e voltou a defender publicamente o Decreto Municipal nº 12.169/2026, norma editada por ele que suspendia temporariamente a análise e a aprovação de novos projetos de loteamento com dimensões inferiores a 200 m² na capital. O chefe do Executivo mirou as críticas diretamente no senador Carlos Fávaro (PSD) e na deputada estadual Janaina Riva (MDB), acusando-os de tentarem barrar a iniciativa habitacional.
Durante a manifestação, Abilio rotulou o modelo habitacional que permite construções em terrenos menores como a “favelização da habitação de interesse social”, argumentando que lotes pequenos espremem as famílias de baixa renda em imóveis sem espaço para árvores, quintais ou futuras ampliações adequadas. Ao questionar os autores das ações contra a medida, o prefeito ironizou o padrão de vida dos dois parlamentares.
“O senador Fávaro mora numa casa de 39 metros quadrados? Ele mora num lote de 130 metros quadrados? Não mora. A casa dele, o apartamento dele, se brincar, é superior a 130 metros quadrados”, disparou Abilio, criticando a ação judicial protocolada pelo partido de Fávaro para travar o ato municipal. O prefeito estendeu os comentários irônicos a Janaina Riva, cujo partido também acionou o Poder Judiciário. “Você já viu o tamanho do apartamento da Janaina? Dá para construir seis casas dentro do apartamento da Janaina Riva”, declarou.
A polêmica em torno do tamanho dos terrenos ganhou novos desdobramentos jurídicos na capital. O decreto de Abilio Brunini foi suspenso recentemente por meio de uma decisão liminar proferida pela desembargadora Clarice Claudino da Silva, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), no âmbito de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) movida pela executiva estadual do MDB. O prefeito, contudo, alegou que sua gestão segue defendendo a fixação dos 200 m² como garantia de dignidade social, acusando os rivais na oposição de blindarem interesses de grandes construtoras e incorporadoras.




