Três mulheres relataram à polícia episódios de profundo constrangimento, incluindo questionamentos vulgares sobre práticas íntimas.
A Polícia Civil de Mato Grosso concluiu o inquérito e indiciou formalmente um gerente de empresa pelo crime de assédio sexual contra suas subordinadas. A investigação detalhou que pelo menos três funcionárias foram vítimas de condutas abusivas no ambiente de trabalho, onde o suspeito se valia de sua posição hierárquica superior para constrangê-las com intuitos de natureza estritamente sexual.
Durante os depoimentos prestados à polícia, as três mulheres relataram episódios recorrentes de profundo constrangimento causados pelas atitudes do chefe. Segundo as denúncias, o homem costumava fazer comentários de cunho libidinoso, investidas inconvenientes e questionamentos vulgares a respeito das práticas íntimas e da vida pessoal de cada uma das colaboradoras.
Diante do desconforto e do teor agressivo das abordagens, que afetavam diretamente o bem-estar e a dignidade das profissionais na rotina laboral, as vítimas decidiram registrar a ocorrência. Com base nas oitivas coletadas, mensagens de texto e demais elementos informativos reunidos pela equipe de investigação, as autoridades reuniram indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva.
O relatório final do inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que avaliará o oferecimento da denúncia criminal. O crime de assédio sexual, capitulado no Código Penal brasileiro, prevê pena de detenção de um a dois anos, podendo ser aumentada caso a vítima seja menor de idade ou se o crime for praticado com abuso de autoridade decorrente de relações de trabalho.




