Prefeito de Colíder passa a presidir a Associação Mato-grossense dos Municípios; sucessão ocorre devido ao calendário eleitoral de 2026.
O prefeito de Colíder, Hemerson Máximo (conhecido como Maninho), assumiu oficialmente a presidência da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) nesta quinta-feira (2). A mudança no comando da principal entidade representativa das prefeituras de Mato Grosso ocorre após a renúncia de Leonardo Bortolin, que deixou o cargo para se desincompatibilizar e cumprir os prazos legais visando a disputa das eleições de 2026. Bortolin, que é prefeito de Primavera do Leste, é cotado para integrar a chapa majoritária ou buscar uma vaga na Assembleia Legislativa.
Hemerson Máximo, que ocupava a vice-presidência na chapa de Bortolin, assume com o compromisso de dar continuidade às frentes de trabalho iniciadas na atual gestão. Entre as prioridades destacadas pelo novo presidente está o fortalecimento da assistência técnica aos municípios, especialmente nas áreas de engenharia e projetos, essenciais para a captação de recursos federais e estaduais. “A nossa missão é manter a AMM como uma casa técnica e política que defende o municipalismo acima de qualquer bandeira partidária”, afirmou Máximo durante o ato de transmissão de cargo.
A gestão de Léo Bortolin foi marcada pela modernização da estrutura física da associação e por uma postura ativa junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e ao Governo de Mato Grosso em temas como a redistribuição do ICMS e repasses para a saúde. Hemerson assume o comando num momento em que os prefeitos enfrentam desafios logísticos e fiscais devido à oscilação nos preços das commodities, que impacta diretamente a arrecadação dos municípios do interior.
A transição na AMM reflete o início do xadrez político para o pleito de 2026, onde diversas lideranças municipais começam a se movimentar para cargos de maior relevância estadual. Hemerson Máximo deve permanecer à frente da entidade até o final do atual mandato da diretoria, garantindo a estabilidade institucional e o suporte aos 141 municípios mato-grossenses em pautas urgentes, como a transição da reforma tributária e o encerramento de convénios de infraestrutura.




