InícioDestaquesLíderes do ataque em Confresa têm histórico internacional de grandes assaltos

Líderes do ataque em Confresa têm histórico internacional de grandes assaltos

Operação Pentágono revela que grupo investiu R$ 3,5 milhões em ação coordenada; líderes participaram de roubos no Paraguai e em SP.

A Polícia Civil de Mato Grosso, através da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), revelou detalhes impressionantes sobre a terceira fase da Operação Pentágono. As investigações apontam que os envolvidos no ataque à cidade de Confresa, em 2023, não são apenas criminosos locais, mas veteranos do “Novo Cangaço” com histórico em roubos de larga escala no Brasil e no exterior. O grupo, formado por pelo menos 50 pessoas, investiu cerca de R$ 3,5 milhões na logística da operação, que visava roubar até R$ 60 milhões de uma transportadora de valores.

Entre os nomes divulgados está o de Francivaldo Moreira Pontes, o “Velho Ban”, considerado um dos maiores assaltantes de banco do país. Com uma ficha criminal que remonta a 2007, ele era o coordenador operacional do grupo. Outro líder, conhecido como “Pinga”, é apontado como participante do mega-assalto em Araçatuba (SP) em 2021. Além disso, exames de DNA ligaram um dos investigados — que cumpre pena de 172 anos — a um roubo internacional de 11 milhões de dólares em Ciudad del Este, no Paraguai, ocorrido em 2017.

Organização e Falha no Plano

A estrutura do grupo era dividida em seis núcleos: Comando e Financeiro, Planejamento e Logística, Execução, Apoio no Pará, Apoio no Tocantins e Locação Veicular. Apesar do alto investimento e do armamento pesado, o ataque em Confresa foi um fracasso financeiro. O grupo conseguiu levar apenas R$ 2 mil, pois não conseguiu romper o sistema de segurança do cofre principal e foi surpreendido pela liberação de gás de segurança na sala de valores.

A Operação Pentágono já resultou em 27 mandados de prisão e no bloqueio de 40 contas bancárias. As autoridades destacam que o “domínio de cidades” é uma tática violenta que busca neutralizar as forças de segurança locais para garantir tempo de execução. Com a morte de “Velho Ban” em confronto com a polícia em 2024 e a prisão de outros líderes, a Polícia Civil acredita ter desarticulado um dos braços mais perigosos do crime organizado que atuava na divisa entre Mato Grosso, Pará e Tocantins.

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