Ministério Público apura denúncia sobre documento criminoso compartilhado em grupos de mensagens; universidade deve prestar esclarecimentos urgentes.
O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação para apurar a existência de uma suposta lista elaborada por estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), na qual alunas eram classificadas e ranqueadas com termos misóginos e violentos, incluindo o rótulo de “estupráveis”. O órgão estabeleceu um prazo de cinco dias úteis para que a reitoria da instituição preste esclarecimentos detalhados sobre o caso e quais medidas disciplinares estão sendo tomadas.
A denúncia surgiu após prints de grupos de mensagens circularem nas redes sociais, gerando revolta na comunidade acadêmica. O documento conteria nomes e fotos de estudantes, acompanhados de comentários degradantes. O MPF busca identificar os autores da lista para que respondam criminalmente por injúria, difamação e, possivelmente, incitação ao crime e apologia ao estupro.
Em nota anterior, a UFMT manifestou repúdio veemente a qualquer forma de violência de gênero ou assédio e afirmou que instaurou uma sindicância interna para investigar o ocorrido. Coletivos estudantis e centros acadêmicos organizaram protestos no campus de Cuiabá, exigindo a expulsão imediata dos envolvidos e maior rigor na segurança e no acolhimento de vítimas de violência contra a mulher dentro da universidade.




