Ministério Público de Mato Grosso formalizou a acusação contra os envolvidos na execução do jurista Roberto Zampieri, ocorrida em Cuiabá.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) ofereceu denúncia formal contra nove pessoas pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri. O crime, classificado pelas investigações policiais como um homicídio por encomenda (crime de pistolagem), ocorreu em dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá, e gerou grande repercussão no meio jurídico e político do estado.
A denúncia detalha a participação de cada um dos acusados na estrutura criminosa montada para executar o jurista. Entre os denunciados estão os supostos mandantes do crime, os intermediários que ajudaram na logística e na contratação, e os executores materiais da ação violenta. O grupo responderá por homicídio qualificado por motivo torpe, mediante paga ou promessa de recompensa, e por recurso que dificultou a defesa da vítima.
De acordo com o calhamaço de provas reunido pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a motivação do assassinato estaria estritamente ligada a disputas de terras de valores milionários na região do Vale do Araguaia, nas quais Roberto Zampieri atuava profissionalmente como advogado de uma das partes. A quebra de sigilos telefônicos e bancários foi crucial para rastrear os pagamentos e a comunicação entre os envolvidos.
Com a apresentação da denúncia pelo Ministério Público, o caso passa para a esfera do Poder Judiciário. O juiz responsável pela causa analisará o pedido e decidirá se torna os investigados réus no processo penal. Caso a denúncia seja aceita, os nove acusados iniciarão a fase de instrução processual, podendo ser pronunciados para enfrentar o julgamento perante o Tribunal do Júri popular na capital.




