Alexandre Lopes foi alvo de busca e apreensão na Operação Gomorra; chefe da pasta de Obras e três funcionários públicos foram destituídos pela Justiça.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) deflagrou, nesta quarta-feira (1º), a segunda fase da Operação Gomorra, que investiga um suposto esquema de fraudes em licitações e desvios de recursos públicos na administração municipal. A ação mirou diretamente o prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes (União), que foi alvo de mandados de busca e apreensão. Embora o gestor permaneça no cargo, a Justiça determinou o afastamento imediato do secretário municipal de Obras, Rubens Anunciação Júnior, além de outros três servidores públicos da prefeitura.
As ordens judiciais, que também autorizaram o bloqueio de bens e a quebra de sigilos fiscais e telemáticos dos investigados, foram cumpridas por equipes do Núcleo de Ações de Competência Originária Criminal (Naco Criminal) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Agentes estiveram na sede da Prefeitura de Campo Verde e em endereços residenciais de Cuiabá e do município do interior. A investigação foca na atuação de empresas privadas suspeitas de simular concorrência para vencer licitações e firmar contratos superfaturados.
Em nota oficial, a Prefeitura de Campo Verde informou que os procedimentos licitatórios sob suspeita envolvem empresas privadas que prestam serviços em diversos municípios e câmaras de Mato Grosso, não se limitando à localidade. A gestão municipal esclareceu ainda que a própria Controladoria Interna do Município já havia identificado e apontado as inconsistências contratuais anteriormente, material que foi acolhido pela administração e encaminhado ao Ministério Público. O governo local destacou que colabora com a fase investigativa para esclarecer os fatos.
A operação contou com o apoio operacional da Polícia Civil e da Controladoria-Geral do Estado (CGE). O principal objetivo das buscas é coletar novos elementos de prova, contratos e dispositivos digitais que ajudem a determinar o grau de participação de agentes públicos e empresários no esquema ilegal. Até o fechamento desta edição, as defesas do prefeito Alexandre Lopes e do secretário de Obras não haviam sido localizadas para comentar o caso.




