Mateus Simões (PSD) tomou posse como chefe do Executivo estadual neste domingo (22) e deve focar em continuidade administrativa e articulação política.
Romeu Zema (Novo) oficializou sua renúncia ao cargo de governador de Minas Gerais neste domingo (22 de março). A decisão foi tomada para que o político possa se dedicar integralmente à sua pré-campanha à Presidência da República, após ter anunciado sua intenção de disputar o Palácio do Planalto ainda em agosto de 2025. Com a saída de Zema, o então vice-governador Mateus Simões (PSD) assumiu o comando do segundo estado mais populoso do país.
A cerimônia de posse de Mateus Simões ocorreu durante a manhã na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Em seu primeiro pronunciamento como governador, Simões reforçou o compromisso com a gestão técnica e a austeridade fiscal que marcaram o mandato de seu antecessor, garantindo que o estado terá “dedicação integral” neste período de transição. Após a solenidade legislativa, houve uma transferência simbólica do cargo no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte.
Cenário Político e Sucessão
A renúncia de Zema dentro do prazo legal permite que ele concorra ao cargo federal nas eleições de outubro. Na última semana, o agora ex-governador reiterou que pretende manter sua candidatura como cabeça de chapa pelo partido Novo, negando articulações para alianças imediatas como vice de outros nomes da direita tradicional.
Para Mateus Simões, o desafio será manter a estabilidade política em Minas Gerais enquanto o estado entra em clima eleitoral. Além de governar, Simões é apontado como um possível candidato natural à reeleição ao governo estadual no próximo pleito. O novo governador deve focar na manutenção do equilíbrio das contas públicas e na conclusão de projetos de infraestrutura e parcerias público-privadas que já estavam no cronograma da gestão Zema, buscando consolidar seu próprio nome junto ao eleitorado mineiro.




