Três das cinco uniões partidárias registradas no TSE optam por não lançar nome ao Planalto e priorizam a ampliação de bancadas no Congresso Nacional e palanques regionais para governos estaduais.
O cenário das eleições federais e estaduais conta com cinco federações formalmente constituídas e homologadas perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Deste total, contudo, apenas uma apresentou candidatura própria ao Palácio do Planalto — a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), com a postulação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Enquanto a Federação PSOL/REDE formalizou apoio à chapa governista, as outras três entidades optaram pela neutralidade na eleição presidencial:
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Federação União Progressista: União Brasil e Progressistas (PP).
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Federação Renovação Solidária: PRD e Solidariedade.
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Federação PSDB Cidadania: PSDB e Cidadania.
Juntas, essas três federações neutras na disputa ao Planalto somam 3.766 candidatos registrados, concentrando seus esforços na conquista de cadeiras no Poder Legislativo e em governos estaduais.
Disputa pelo Congresso e Repasse do Fundo Partidário
A estratégia prioritária das legendas em fortalecer as nominatas para a Câmara dos Deputados e o Senado Federal está diretamente associada à sustentação política e à partilha de recursos orçamentários públicos.
Entre os 11 partidos organizados em federações, foram registradas 6.381 candidaturas ao todo, sendo 2.430 voltadas exclusivamente ao Congresso Nacional:
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União Brasil e PP: 519 candidatos à Câmara dos Deputados e 20 ao Senado Federal.
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PT, PCdoB e PV: 487 candidatos à Câmara e 21 ao Senado.
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PRD e Solidariedade: 477 candidatos à Câmara e 4 ao Senado.
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PSDB e Cidadania: 443 candidatos à Câmara e 11 ao Senado.
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PSOL e Rede: 421 candidatos à Câmara e 27 ao Senado.
De acordo com a legislação eleitoral brasileira, 95% dos recursos do Fundo Partidário são partilhados proporcionalmente aos votos válidos obtidos pelas legendas na eleição para a Câmara dos Deputados, cabendo os 5% restantes em divisão igualitária a todas as agremiações que cumprem a cláusula de barreira.
Palanques Cruzados e Acordos Estaduais
A neutralidade formal na disputa pela Presidência permitiu que as federações lançassem 23 concorrentes a governos estaduais e viabilizassem alianças heterogêneas pelo país:
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Alianças com o Bloco Governista: Na Paraíba, o PT integra a composição de Lucas Ribeiro (PP) ao governo estadual. No Paraná, a coligação liderada por Requião Filho (PDT) conta com Michele Caputo (Solidariedade) na vice. Em Sergipe e Pernambuco, legendas governistas fecharam composições para o Senado ao lado de quadros do União Brasil e do Solidariedade.
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Alianças com a Oposição: A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) declarou apoio a postulantes locais do União Brasil, do PP e do PSDB para disputas majoritárias, a exemplo de Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB) ao Senado por Alagoas, além de composições no Ceará e no Tocantins.
O portal VTnews segue acompanhando a formação das bancadas, as movimentações de campanha e o registro das candidaturas em todo o país.




