O Partido Novo confirmou, nesta segunda-feira (27), o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, como seu candidato à presidência da República. O anúncio oficial foi realizado em Brasília, após uma convenção nacional do partido realizada virtualmente.
Zema, que tem 61 anos e renunciou ao governo de Minas Gerais em março de 2026 para concorrer à presidência, participou do evento ao lado do presidente da sigla, Eduardo Ribeiro. Durante o anúncio, o candidato ressaltou sua trajetória na iniciativa privada e afirmou possuir credenciais superiores às de seus adversários políticos.
“Eu me considero com todas as credenciais. Modéstia à parte até mais do que os meus concorrentes” — Romeu Zema
O candidato buscará se apresentar como uma alternativa à polarização política, argumentando que o eleitor brasileiro está cansado deste cenário, traçando um paralelo com sua eleição para o governo de Minas Gerais. Eduardo Ribeiro, presidente do Novo, endossou o discurso, afirmando que o maior legado de Zema em Minas foi mostrar que “uma boa gestão com pessoas decentes […] enterra o PT” e que o objetivo agora é replicar isso em nível nacional.
Promessas de Governo e Segurança Pública
Em seu discurso, Zema delineou as bases de sua campanha, com forte foco em segurança pública e duras críticas ao setor estatal:
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Superpresídio na Amazônia: O candidato propõe a construção de um “superpresídio” em área remota, preferencialmente na Amazônia, para isolar lideranças do crime organizado, afirmando que eles “vão mofar por pelo menos 25 anos”.
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Enquadramento por Terrorismo: Zema promete classificar facções criminosas como organizações terroristas, argumentando que o domínio territorial desses grupos ameaça a soberania nacional e evidencia a ausência do Estado.
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Privatizações: Na área econômica, o ex-governador defende a privatização de estatais — declarando que “não tem vaca sagrada” — e afirma que o Estado deve focar apenas em saúde, educação, segurança pública e infraestrutura.
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Relação com o Congresso: Zema criticou a negociação política baseada em cargos, chamando as emendas parlamentares de “um mal que acomete o Brasil hoje” e rejeitando o “toma lá, dá cá”.
Críticas ao STF e Possível Convite a Joaquim Barbosa
Um dos pontos altos do discurso e da recente estratégia política de Zema são as críticas diretas ao Supremo Tribunal Federal (STF). O candidato tem elevado o tom contra a Corte, associando ministros a um caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e chegando a postar vídeos irônicos com fantoches.
Zema defende mudanças profundas no STF, incluindo:
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Idade mínima de 60 anos para nomeação de ministros.
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Adoção de listas tríplices para as indicações.
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Fim das decisões monocráticas em temas já analisados pelo Congresso.
Neste contexto de embate, o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa desponta como um dos nomes cotados para compor a chapa como vice-presidente. Zema afirmou que Barbosa representa “o oposto de vários ministros do STF”, elogiou sua “carreira irretocável” e declarou ter certeza de que o ex-ministro nunca obteve “contratos e vantagens como os atuais ministros têm obtido”. O candidato confirmou o interesse em se reunir com Barbosa no Rio de Janeiro para discutir a possibilidade, embora ressalte que “está tudo por acontecer” e dependerá do aval do partido.
Definição de Vice e Prazo Eleitoral
Apesar da oficialização da cabeça de chapa, o Novo ainda não definiu quem será o candidato a vice-presidente. Zema afirmou que a decisão será tomada pelo diretório nacional até o dia 5 de agosto, prazo final estabelecido pela legislação eleitoral.
As exigências do partido incluem que o indicado seja “ficha limpa” e não ceda a pressões políticas. Antes das negociações com Joaquim Barbosa, o empresário Geraldo Rufino (Podemos) foi cogitado para o posto, mas optou por disputar uma vaga ao Senado por São Paulo. Zema confirmou que mantém conversas com nomes de fora do partido, mas não descarta uma chapa puramente puro-sangue.




