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Comandante da Polícia Militar é exonerado após tragédia no quartel em São José do Rio Claro

A comunidade de São José do Rio Claro testemunhou um fim de semana de profunda tristeza e perplexidade. Os eventos catastróficos que levaram à morte de dois sargentos da Polícia Militar, William Ferreira Nascimento e Gabriel Castela Cardoso, culminaram na exoneração do tenente-coronel Cristyano Cássio Gonçalves de Vasconcelos. O então comandante da 18ª Companhia de Polícia Militar foi destituído de seu cargo, uma decisão anunciada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) no domingo (22), após os violentos incidentes ocorridos dentro do próprio quartel da PM.

Esses incidentes chocantes, caracterizados pelo homicídio de um sargento seguido pelo suicídio do outro, lançaram uma sombra sobre o batalhão, levantando questões preocupantes sobre a segurança e os protocolos seguidos dentro das instalações militares. Em resposta a essa crise, a Sesp emitiu uma nota confirmando não apenas a exoneração do tenente-coronel Vasconcelos, mas também a instauração de uma investigação abrangente para esclarecer todos os detalhes que cercam essas mortes trágicas.

Além disso, o comandante-geral da PM, coronel Alexandre Mendes, foi deslocado às pressas para São José do Rio Claro. Ele tem a missão crítica de supervisionar pessoalmente as investigações em andamento, garantindo que todos os aspectos sejam minuciosamente analisados. A chegada do coronel Mendes também é vista como uma maneira de restabelecer a confiança e a ordem dentro do batalhão abalado.

“Este é um momento de profundo pesar, mas também de reflexão. Precisamos entender completamente o que aconteceu para prevenir que tais tragédias ocorram novamente”, afirmou o coronel Mendes, enfatizando a seriedade com que a Polícia Militar está tratando o incidente.

A investigação instaurada busca esclarecer as circunstâncias que levaram aos eventos fatídicos, analisando se existem falhas sistêmicas ou de conduta que contribuíram para o desfecho trágico. Enquanto a comunidade local e a corporação policial lamentam a perda dos sargentos, o foco está em fornecer apoio aos envolvidos e garantir que a justiça prevaleça.

A situação também realça a importância do suporte psicológico para os membros da força policial, muitos dos quais enfrentam situações de grande estresse em seu serviço diário. Medidas preventivas e maior atenção à saúde mental dentro da corporação são demandas agora mais urgentes do que nunca.

Entenda o caso

Na noite de sábado (21), após um desentendimento, o sargento Gabriel Castela Cardoso, de 34 anos, atirou seis vezes contra o também sargento William Ferreira Nascimento, que foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Gabriel foi detido e preso em flagrante, quando no domingo (22) recebeu a visita de seu irmão, na recepção do quartel. Durante o encontro, o militar começou a caminhar normalmente e quando passou pela porta central, andou rápido até seu carro, pegou uma arma, olhou para seus colegas e atirou na própria cabeça. O sargento foi socorrido ainda com vida, mas morreu pouco tempo depois.

 

Veja as notas na íntegra:

A respeito da morte do policial investigado por assassinar o colega, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) informa que já está adotando todas as providências necessárias:  

– Determinou a exoneração do comandante da 18ª Companhia de Polícia Militar de São José do Rio Claro;  

– Iniciou investigação minuciosa para apuração de todos os fatos. E, a Polícia Militar instaurou inquérito para as averiguações cabíveis;  

– Também foi determinado que o comandante-geral da Polícia Militar, Alexandre Mendes, se desloque até o município de São José do Rio Claro para acompanhar de perto o andamento das investigações.  

O Governo de Mato Grosso reforça que não coaduna com nenhum tipo de violência ou abuso de autoridade.  

 

Nota à imprensa do Cmt-Geral da PMMT

Em virtude do agravamento do trágico episódio ocorrido ainda no sábado em São José do Rio Claro, onde o Sgt William veio a falecer, e que se desdobrou horas atrás no suicídio do Sgt Gabriel, decidimos nos deslocar para o município de S. J. do Rio Claro, onde iremos conduzir às ações de modo a esclarecer os fatos que têm nos estarrecido. Tal medida, facilitada pela nossa presença junto à tropa, visa desencadear uma série de medidas de suporte operacional ao policiamento, bem como de atendimento psicológico multidisciplinar e de Polícia Judiciária Militar mais efetiva, tendo em vista, o trágico desfecho do militar preso que aguardava a audiência de custódia ainda pela manhã de segunda-feira, em Nova Mutum.

Alexandre Mendes – Cel PM
Comandante-Geral da PMMT

 

Peter Paulo

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