Em depoimento na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, na Câmara Municipal de Cuiabá, na tarde de quinta-feira (22) a ex-chefe de gabinete da veadora Edna Sampaio (PT), Laura Natasha Oliveira Abreu afirmou que repassava o valor da Verba Indenizatória para a vereadora, a pedido dela e do marido, William Sampaio.
A servidora tamabém contou que foi exonerada após a gravidez. Após dois meses de gestação e muitos enjoos, Laura afirmou que estava indo “trabalhar obrigada” e que isso prejudicou seu desempenho e que quando se desculpou com a vereadora foi comunicada que seria exonerada.
Edna disse na situação que entendia o que era estar grávida, mas que a condição de Laura iria custar caro ao mandato da vereadora, pois “ela disse que tinha dois anos de mandato e que precisava de alguém 100%” relatou Laura.
Laura ainda questionou Edna quanto ao financeiro, porque não teria condições de sustentar a si e a criança com R$1.500 ao que Edna respondeu que Laura sabia que o emprego era temporário e que “a minha situação financeira não era um problema dela”.
A ex-chefe de gabinete foi até o RH que a informou que Edna poderia exonerar Laura a qualquer momento, já que é algo constitucional e que ela teria os direitos da gestação até o final da licença maternidade.
Laura relatou ainda que foi conversar com o presidente da Câmara e foi aí que recebeu o salário, férias e décimo terceiro. Não uma indenização.
Verba indenizatória desviada
Laura Natasha também contou que desde o início a verba indenizatória que recebia era encaminhada para o marido de Edna Sampaio, William Sampaio, que não é servidor da Câmara.
“Lá no gabinete a todo tempo eles falavam que era uma verba do gabinete, em nenhum momento foi explicado para mim que isso era para custear despesas da chefe de gabinete. Com a minha falta de experiência eu acreditei, porque fui orientada dessa forma”, comentou.
Midia Jur