Abalo sísmico devastou a Região Cafeeira e a cidade de Cali; presidente Abelardo de la Espriella decretou estado de calamidade pública
Equipes de resgate e voluntários intensificam os trabalhos de busca por sobreviventes na Colômbia nesta terça-feira (11). Sob a luz de holofotes e lanternas ao longo de toda a madrugada, os socorristas tentam aproveitar os momentos mais críticos após o forte terremoto que atingiu o país na manhã de segunda-feira (10).
Classificado pelo Serviço Geológico Colombiano como o mais forte da última década no país, o abalo registrou magnitude de 7,4 segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e ocorreu a uma profundidade intermediária de 103 km.
O tremor principal foi registrado às 7h34 no horário local (9h34 no horário de Brasília) e seguido por tremores secundários. O abalo foi sentido em grande parte do território colombiano, além de áreas do Panamá, Equador e até na Região Norte do Brasil, em Manaus.
Balanço de Vítimas e Estragos por Região
Os dados oficiais preliminares confirmam o forte impacto do sismo sobre a infraestrutura e a população civil:
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Vítimas Fatais: Ao menos 181 mortos confirmados, com previsão de aumento à medida que os escombros forem removidos.
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Feridos: 2.595 pessoas receberam atendimento médico.
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Desaparecidos: 195 pessoas seguem sendo procuradas sob prédios e estruturas desabadas.
As províncias mais atingidas concentram-se no oeste e no Eje Cafetero: Risaralda, Valle del Cauca, Caldas e Chocó.
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Pereira (Risaralda): Registrou o maior número de vítimas. Na área metropolitana, ao menos 40 pessoas morreram e 65 edifícios desabaram — incluindo uma estrutura na emblemática Plaza Bolívar.
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Cali (Valle del Cauca): A cerca de 200 km do epicentro, a cidade registrou o desabamento de 32 prédios e mais de 380 feridos. O sistema de saúde entrou em colapso após quatro grandes hospitais precisarem ser totalmente evacuados.
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Manizales (Caldas): Confirmou a morte de ao menos duas pessoas e o desabamento de uma das torres de sua histórica catedral. Mais de 32 imóveis foram destruídos ou danificados.
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San José del Palmar (Chocó): Epicentro do tremor na Cordilheira Ocidental. Apesar de sérios danos às estradas de acesso, a prefeitura local informou que não houve mortes ou feridos na cidade.
A Autoridade de Aeronáutica Civil colombiana confirmou a suspensão das operações em sete aeroportos, incluindo os terminais de Cali, Pereira, Manizales e Quibdó, para avaliação de danos estruturais. A Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres (UNGRD) descartou o risco de tsunami na costa do Pacífico.
Resposta Governamental e Mobilização Internacional
O recém-empossado presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, declarou estado de calamidade pública no país, convocando um Posto de Comando Unificado para coordenar as ações emergenciais de resgate e assistência.
“Estou indo para Bogotá para me concentrar na atenção à emergência que nosso país enfrenta. Convoquei um Posto de Comando Unificado na UNGRD, de onde vou liderar pessoalmente os esforços para auxiliar as comunidades de Chocó, a Região Cafeeira e todas as áreas afetadas.” — Abelardo de la Espriella, presidente da Colômbia.
A comunidade internacional reagiu rapidamente enviando ajuda financeira e suporte técnico:
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Estados Unidos: Anunciaram a destinação de US$ 15,5 milhões em assistência emergencial para abrigo, alimentos e avaliação de danos.
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Organizações Financeiras: O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) doou US$ 700 mil, somando-se aos US$ 500 mil anunciados pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF).
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Apoio de Países Vizinhos e Aliados: O Brasil (via presidente Luiz Inácio Lula da Silva), México, El Salvador, Equador, Venezuela, França, Espanha, Itália e a União Europeia manifestaram solidariedade e colocaram equipes médicas e de resgate à disposição do governo colombiano.




