Localizado no Parque Estadual da Serra Azul, em Barra do Garças, o “Discoporto” atrai ufológos, curiosos e entusiastas da vida extraterrestre.
A cidade de Barra do Garças, localizada a pouco mais de 500 km de Cuiabá, na emblemática região da Serra do Roncador, abriga uma das estruturas mais curiosas do turismo brasileiro: o primeiro aeroporto do mundo destinado a receber Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs). Conhecido popularmente como “Discoporto”, o espaço atrai anualmente milhares de turistas, entusiastas da ufologia e moradores locais que se reúnem para realizar vigílias na expectativa de presenciar fenômenos no céu.
Criado oficialmente por lei municipal em 1995, o Discoporto foi idealizado pelo então vereador Valdon Varjão. Visionário, ele enxergou nas inúmeras histórias locais de luzes misteriosas, tremores de terra sem explicação e supostos avistamentos de naves uma oportunidade de ouro para impulsionar o turismo ufológico e místico na região. A estrutura conta com uma área dedicada dentro do Parque Estadual da Serra Azul e tornou-se um dos principais cartões-postais da cidade, mesmo sem nunca ter registrado um pouso intergaláctico oficial.
Os mistérios de Barra do Garças não se limitam ao aeroporto simbólico. A cidade é cercada por lendas que cruzam gerações, como os relatos de abduções e o famoso desaparecimento do coronel inglês Percy Fawcett, em 1925, que sumiu na Serra do Roncador enquanto buscava uma civilização perdida conhecida como “Cidade Z” (ou Atlântida). Toda essa atmosfera mística moldou a identidade local, inspirando figuras conhecidas como Osmar Cláudio da Silva, o “ET da Barra”, morador que se fantasia de alienígena há mais de 30 anos e foi homenageado pela Câmara com a criação do “Dia do ET”, celebrado no segundo domingo de julho.
Além do forte apelo ufológico, o Discoporto funciona como uma importante porta de entrada para o turismo ecológico da Baixada Cuiabana e do Araguaia. Ao visitarem o local para debater os mistérios do universo, os viajantes acabam explorando as belezas naturais da região, que incluem dezenas de cachoeiras, trilhas aquáticas, grutas, pinturas rupestres e o convívio com a rica cultura da etnia indígena Boe-Bororo, consolidando o município como um polo de diversidade turística em Mato Grosso.




