Homem vivia há mais de 20 anos com identidade falsa em Mato Grosso; captura foi resultado de investigação da Polícia Civil
Um homem de 52 anos, foragido da Justiça do Paraná há mais de duas décadas, foi preso nesta segunda-feira (14) pela Polícia Civil de Mato Grosso, no município de Nova Mutum (a 240 km de Cuiabá). O acusado era procurado por um homicídio qualificado cometido em 1999 na cidade de Cornélio Procópio (PR).
Segundo as investigações, o homem estava foragido desde o início dos anos 2000 e usava documentos falsos para manter uma vida discreta no interior de Mato Grosso, onde trabalhava como autônomo e se apresentava com outro nome. O mandado de prisão foi expedido pela Justiça do Paraná e cumprido após uma troca de informações entre as polícias civis dos dois estados.
Investigação e cooperação interestadual
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito foi localizado após agentes identificarem inconsistências em seus registros civis durante uma checagem de rotina. A confirmação da identidade verdadeira foi obtida por meio de confronto de impressões digitais e consulta ao banco de dados nacional.
O delegado responsável pelo caso, Dr. André Tavares, afirmou que a cooperação entre as forças policiais foi determinante para o sucesso da prisão. “Ele acreditava que já havia caído no esquecimento, mas o trabalho conjunto das delegacias e do setor de inteligência mostrou o contrário. Crimes graves não prescrevem na memória das instituições”, destacou o delegado.
Crime e fuga
O crime que levou à condenação do foragido ocorreu em 1999, quando ele, segundo o processo original, teria matado um homem a tiros após uma discussão em um bar. Após o homicídio, fugiu da cidade e não foi mais localizado.
Durante o cumprimento do mandado, o suspeito não apresentou resistência. Ele foi encaminhado à Delegacia de Nova Mutum, onde teve a prisão formalizada e aguarda transferência para o estado do Paraná, onde deverá cumprir a pena imposta pela Justiça.
Compromisso com a elucidação de crimes antigos
Casos como este demonstram o compromisso das forças de segurança com a aplicação da lei, mesmo após longos períodos de tempo. A Polícia Civil reforça que o avanço tecnológico e o compartilhamento de informações entre estados têm sido fundamentais para localizar criminosos que tentam se esconder sob novas identidades.
“A sociedade pode ter a certeza de que nenhuma investigação é deixada para trás. Estamos sempre revisitando casos antigos e utilizando tecnologia para garantir que a justiça seja feita”, concluiu o delegado.
O acusado segue preso à disposição da Justiça paranaense.




